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Cevada: doenças aumentam e exigem atenção no RS

Fungicidas voltam ao manejo das lavouras


Foto: Canva

A cevada avança da fase vegetativa para os estádios reprodutivos no Rio Grande do Sul, mas o aumento da incidência de doenças foliares exige atenção dos produtores. Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar no Informativo Conjuntural de quinta-feira (3), as chuvas mantiveram elevado o risco de doenças fúngicas, especialmente na transição entre o espigamento e a fase reprodutiva.

As lavouras passam por diferentes estádios, incluindo elongação do colmo, espigamento, florescimento e enchimento de grãos. As condições climáticas permitiram a retomada das operações de manejo fitossanitário, embora parte das áreas apresente aumento na incidência de doenças foliares.

Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, o estado geral das lavouras é considerado satisfatório na maioria das áreas. A área estimada de cultivo é de 20.320 hectares no Estado, com produtividade média projetada em 3.020 kg por hectare.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, cerca de 50% das lavouras já estão em estádio reprodutivo. Desse total, 40% encontram-se em florescimento e 10% em granação.

A região também registra aumento da incidência de doenças foliares. Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, o avanço do ciclo da cultura ocorre acompanhado da necessidade de atenção ao manejo fitossanitário.

Na região de Soledade, uma sequência de dias secos permitiu a retomada do manejo fitossanitário. Foram realizadas aplicações preventivas de fungicidas, principalmente para giberela, além do controle de ferrugens diante dos prognósticos de chuvas.

Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, o estado geral das lavouras em Soledade é satisfatório. Em termos fenológicos, 50% das áreas estão em elongação do colmo, 40% em espigamento e 10% em enchimento de grãos.

O cenário de doenças exige atenção principalmente durante a transição entre o espigamento e os estádios reprodutivos. A retomada das aplicações de fungicidas acompanha as condições climáticas e os prognósticos de chuvas nas regiões produtoras.

Na comercialização, o preço médio da saca de 60 quilos praticado na região de Erechim para a indústria de malte foi de R$ 85,00, segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar.

Com a evolução da cevada para as fases reprodutivas, o acompanhamento das lavouras e o manejo fitossanitário permanecem entre os principais pontos de atenção dos produtores gaúchos, especialmente diante do aumento das doenças foliares e do risco de doenças fúngicas associado às chuvas.

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