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China amplia peso nos insumos agrícolas

Nos fertilizantes, os dados de entrada são atualizados mensalmente


Nos fertilizantes, os dados de entrada são atualizados mensalmente Nos fertilizantes, os dados de entrada são atualizados mensalmente - Foto: Divulgação

A dependência brasileira de insumos importados segue como um dos pontos centrais para a análise do agronegócio, especialmente diante do peso dos fertilizantes e defensivos na produção agrícola. Segundo Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado, a China mantém papel de destaque nesse cenário e amplia sua relevância em diferentes segmentos dos insumos utilizados no Brasil.

Nos fertilizantes, os dados de entrada são atualizados mensalmente e mostram que a China ganhou espaço de forma expressiva no ano passado, quando o Brasil importou o maior volume da história vindo do país asiático. Em 2026, os volumes recuaram em razão das restrições aos fosfatados chineses, mas o movimento não eliminou a força da origem chinesa em produtos específicos. No sulfato de amônio, o volume vindo da China é recorde para o primeiro semestre.

Nos defensivos, a liderança chinesa é ainda mais consolidada. A China sempre foi a principal fornecedora, mas sua participação cresceu nos últimos cinco anos. Entre janeiro e maio de 2026, 100% das importações brasileiras de clorotalonil vieram da China. O mesmo ocorreu com o glufosinato, que também teve a totalidade do volume importado originada no país asiático.

Outros produtos também mostram participação elevada. No glifosato, a China respondeu por 84% das importações, mesmo percentual observado no metomil. No 2,4-D, a fatia chinesa foi de 66%, enquanto no acefato chegou a 78% e na bifentrina, a 81%. No imazetapir e no picloram, a participação foi de 100%. Em atrazina, a presença chinesa foi de 37%, e no clorpirifós, de 11%.

O mancozebe aparece como exceção relevante. Nesse caso, a Índia ocupa a posição de principal fornecedora, enquanto a China reduziu sua participação em relação ao ano passado, respondendo por 6% das importações no período.

Na soja, o Brasil tem buscado outros destinos, ainda que de forma gradual. Apesar de a China ter comprado menos do que no ano anterior, o programa de exportação brasileiro avançou. Essa relação segue marcada por forte interdependência, em uma dinâmica descrita por Jeferson como um mutualismo entre os dois países.
 

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