Chuva antecipa trabalhos e parque fica vazio
A previsão de chuva forte para a segunda-feira levou participantes da Expointer a acelerarem a desmontagem de estandes e a retirada de animais
A previsão de chuva forte para a segunda-feira levou participantes da Expointer a acelerarem a desmontagem de estandes e a retirada de animais. Os trabalhos se concentraram no domingo e na manhã de segunda-feira. Com isso, ontem à noite, apenas 20 equinos e seis ovinos estavam no parque Assis Brasil, em Esteio, à espera de transporte. "Desde as 20h de domingo tem sido bastante corrido", disse o médico veterinário da Secretaria da Agricultura (Seappa) Hilson Ricardo Santos. Para a saída dos exemplares, era necessário apresentar a Guia de Trânsito Animal (GTA), notas e registros em dia.
Enquanto dois exemplares Devon da Cabanha Longarai aguardavam a avaliação dos documentos para a liberação rumo a São Gabriel, prevista para as 5h de hoje, equinos Crioulos chegavam ao parque para leilão realizado ontem à noite, na Pista J, com oferta de 40 exemplares. Em outro ponto do parque, dois tratadores banhavam animais da Cabanha Canavarro, de Glorinha, mesmo com a chuva fina da tarde. A propriedade levou seis animais para a mostra, e os demais já haviam retornado para a propriedade.
No Pavilhão de Ovinos, seis exemplares Suffolk, Dorper, Texel e Hampshire Down aguardavam transporte, previsto para a manhã de hoje. "Para eles é até melhor, porque tem menos barulho", avaliou o tratador Darlan Nunes.
Nos estandes, o movimento foi grande até o início da tarde para desmontar os espaços e transportar os produtos. Na saída do Portão 7, uma banca que vendia lanches era a salvação de quem ainda acompanhava os exemplares ou trabalhava no desmonte. Único aberto no parque, o local registrou procura elevada. "É tradição da casa. Somos os primeiros a chegar e os últimos a sair", disse o funcionário Luiz Carlos Teixeira. O estande ao lado da entrada de veículos, de Capão Novo, foi montado na feira pelo 15º ano seguido. "Vendemos de tudo e damos suporte ao pessoal que trabalha. Aqui tem até agulha e linha", acrescentou Teixeira.