Chuvas desafiam manejo de lavouras no oeste gaúcho
Antes das chuvas, tormentas de vento atingiram a região
Antes das chuvas, tormentas de vento atingiram a região - Foto: Pixabay
O El Niño vem afetando os manejos agrícolas na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, especialmente em cultivos de inverno e na preparação das áreas que receberão as lavouras de verão. A avaliação é do engenheiro agrônomo Edison Jacociunas, que destaca os impactos das chuvas recentes, da baixa luminosidade e das fortes rajadas de vento registradas na região.
A sequência de precipitações tem dificultado os manejos fitossanitários em áreas de canola, trigo e aveia. Além do excesso de umidade, a falta de luminosidade cria condições favoráveis à incidência de patógenos, exigindo maior atenção no acompanhamento das lavouras e na definição do momento adequado para as intervenções.
Antes das chuvas, tormentas de vento atingiram a região, com rajadas de até 60 quilômetros por hora. O fenômeno provocou injúrias em folhas e inflorescências, além de necroses observadas principalmente nas folhas. A combinação entre danos causados pelo vento, umidade elevada e pouca luz amplia os desafios para a condução dos cultivos de inverno neste período.
Enquanto isso, as áreas destinadas ao milho e ao arroz já passam por manejos de pré-semeadura. A drenagem é considerada de importância primordial para que o plantio possa ocorrer na primeira janela possível. No milho, a semeadura deverá começar assim que as condições do solo permitirem a entrada nas áreas.
Para o arroz, existe a possibilidade de antecipar a semeadura para o fim de agosto. O avanço das operações dependerá das condições encontradas no campo, sobretudo da drenagem das áreas após as chuvas. O cenário mantém produtores atentos tanto à proteção das lavouras de inverno quanto à preparação das culturas de verão.