Chuvas na entressafra ampliam janela de controle
Entre as espécies de maior preocupação está a vassourinha-de-botão
Entre as espécies de maior preocupação estão a vassourinha-de-botão e o capim-pé-de-galinha - Foto: Pixabay
As chuvas isoladas registradas durante a entressafra no Cerrado favoreceram a emergência e o rebrote de plantas daninhas, tornando o manejo outonal uma etapa importante para reduzir a infestação antes da próxima safra. O controle antecipado diminui a competição por água, luz e nutrientes, facilita as operações agrícolas e reduz a necessidade de aplicações corretivas.
Entre as espécies de maior preocupação estão a vassourinha-de-botão e o capim-pé-de-galinha, que apresentam alta capacidade de adaptação e se tornam mais difíceis de controlar em estágios avançados. Segundo Talis Melo, gerente Técnico e de Serviços da Fiagril, as chuvas fora de época aumentaram a atividade metabólica dessas plantas, favorecendo a absorção dos herbicidas e a eficiência das aplicações.
A eliminação antes da produção de sementes também contribui para reduzir o banco de sementes no solo e preparar áreas mais limpas para o plantio de soja e milho. O resultado depende do histórico da área, das espécies presentes, do estágio de desenvolvimento, das condições climáticas e da escolha adequada de herbicidas, adjuvantes e tecnologia de aplicação.
A Fiagril informa que seus consultores acompanham as lavouras e orientam os produtores sobre o momento mais adequado para o manejo, com recomendações ajustadas a cada situação. "Controlar espécies como a vassourinha-de-botão e o capim-pé-de-galinha neste momento significa reduzir a pressão de infestação, facilitar o manejo ao longo do ciclo e criar as condições necessárias para que soja e milho alcancem maior produtividade e rentabilidade", conclui.