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Chuvas preocupam cafeicultores

Cepea alerta para riscos pontuais à qualidade dos grãos no Paraná e em São Paulo


Foto: Pixabay

O avanço da colheita do café arábica nas principais regiões produtoras do Brasil acendeu o alerta entre cafeicultores. De acordo com levantamento do Cepea, chuvas recentes em áreas do Paraná e de São Paulo podem comprometer parte da qualidade dos grãos da safra atual, embora também favoreçam lavouras mais tardias e contribuam para a próxima safra.

Com a colheita do café arábica em andamento, o clima passou a concentrar a atenção dos produtores. Segundo dados divulgados pelo Cepea, as precipitações registradas recentemente podem ter efeitos diferentes conforme a região e o estágio das lavouras. Enquanto ajudam áreas mais tardias e favorecem o desenvolvimento da próxima safra, as chuvas também elevam o risco de perda de qualidade em parte dos grãos já prontos para colheita.

O principal ponto de atenção está nas regiões onde os frutos já avançaram no ciclo e parte dos grãos pode estar no solo. Nessas condições, o excesso de umidade tende a dificultar operações de campo e ampliar a preocupação com a qualidade final do produto colhido.

De acordo com pesquisadores do Cepea, o norte do Paraná já apresentou pequena redução na qualidade do café após as chuvas recentes. O impacto, conforme o Centro de Pesquisas, ainda é pontual, mas reforça a necessidade de acompanhamento climático durante a reta final da colheita.

A preocupação dos cafeicultores ocorre porque a qualidade do café arábica depende de fatores como ponto de maturação, umidade, manejo pós-colheita e condições do grão no momento da retirada da lavoura. Quando há chuva em fases sensíveis, parte do produto pode perder padrão, o que interfere na classificação e na comercialização.

Em Marília, no interior de São Paulo, as chuvas volumosas também geram preocupação neste período. Conforme informações do Cepea, o problema está relacionado principalmente aos grãos que já caíram ao solo e podem ser molhados pela precipitação, dificultando a colheita mecanizada. Esse cenário exige atenção operacional dos produtores, sobretudo em áreas onde a mecanização é parte central da estratégia de retirada dos grãos. A umidade no solo e nos frutos pode comprometer o ritmo dos trabalhos e exigir ajustes no planejamento da colheita.

No Sul de Minas Gerais, uma das principais regiões produtoras de café arábica do país, o cenário é mais favorável. Segundo agentes consultados pelo Cepea, as chuvas devem ocorrer em volume reduzido, sem causar danos relevantes à safra.

A avaliação indica que os efeitos do clima sobre a colheita não são uniformes entre as regiões produtoras. Enquanto Paraná e São Paulo concentram os principais pontos de atenção, o Sul de Minas tende a atravessar o período com menor risco de perdas associadas à chuva.

Clima segue como fator decisivo para o café

A evolução do clima continuará determinante para os resultados da safra atual de café arábica. Conforme o levantamento do Cepea, as chuvas têm efeito ambíguo: podem prejudicar a qualidade de parte dos grãos já prontos ou caídos ao solo, mas também beneficiar lavouras mais tardias e contribuir para a próxima temporada.

Para os cafeicultores, o desafio será equilibrar o ritmo da colheita com as condições climáticas de cada região, preservando a qualidade do produto e reduzindo impactos nas operações de campo.

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