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Chuvas pressionam grãos no mercado externo

No trigo, os contratos em Chicago apresentavam leve alta


No trigo, os contratos em Chicago apresentavam leve alta No trigo, os contratos em Chicago apresentavam leve alta - Foto: Canva

Os mercados agrícolas iniciam o dia com movimentos mistos, refletindo ajustes técnicos, condições climáticas nos Estados Unidos e expectativa por sinais mais claros de demanda internacional. Segundo a TF Agroeconômica, na abertura dos mercados desta quarta-feira, 20 de maio de 2026, trigo, soja e milho operam sob influência de fatores distintos, mas todos seguem sensíveis ao clima, à política comercial e ao cenário geopolítico.

No trigo, os contratos em Chicago apresentavam leve alta nas primeiras negociações, com o vencimento julho de 2026 cotado a US$ 667,75, avanço de 0,50 centavo de dólar por bushel. A sustentação vem das más condições das lavouras de trigo de inverno nos Estados Unidos e da seca que atinge 71% da área plantada com essas variedades. O movimento ocorre às vésperas do início da colheita, que, conforme o USDA, deve ser a pior desde a safra 1972/1973. No físico, o Paraná registrava R$ 1.360,52, queda diária de 0,07%, enquanto o Rio Grande do Sul indicava R$ 1.311,12, alta de 0,80%.

Na soja, os futuros em Chicago recuavam, com julho de 2026 a US$ 1.207,25, baixa de 2,25 centavos. O mercado ajusta parte dos ganhos recentes após forte movimentação nos últimos dias. A atenção segue voltada para possíveis compras agrícolas da China nos Estados Unidos, tensões no Oriente Médio e clima no Meio-Oeste norte-americano. O avanço do plantio e o bom desenvolvimento das lavouras nos EUA limitam altas mais fortes. No Brasil, a soja no interior do Paraná era indicada a R$ 123,67, alta diária de 0,13%, enquanto Paranaguá marcava R$ 130,57, avanço de 0,66%.

O milho operava em baixa em Chicago, com julho de 2026 a US$ 471,50, recuo de 3,75 centavos. A previsão de chuvas no Meio-Oeste e nas Grandes Planícies Centrais tende a aliviar o déficit hídrico e pressiona os preços. Também pesa a ausência de novidades sobre compras chinesas de produtos agrícolas dos EUA. Na B3, os contratos subiam levemente, com julho de 2026 a R$ 67,20. No físico, a referência era de R$ 65,28, queda de 0,06% no dia.
 

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