Ciclo rápido favorece produção de rúcula
Outro fator relevante é a conservação após a retirada do campo
Outro fator relevante é a conservação após a retirada do campo - Foto: Pixabay
O ciclo curto da rúcula exige planejamento preciso para manter colheitas frequentes e garantir regularidade no abastecimento. Nesse contexto, cultivares precoces podem ajudar o produtor a organizar melhor a sucessão dos plantios, reduzir perdas e favorecer a rentabilidade da atividade.
Como a cultura precisa atender a uma demanda constante, atrasos no ponto de colheita podem comprometer a programação e dificultar a continuidade da produção. Segundo o especialista em Cinturão Verde Roberto Araújo, a velocidade do ciclo é importante para ajustar o calendário de plantio e colheita às necessidades do mercado.
“Não basta apenas chegar rapidamente ao ponto de venda. O produtor também precisa de uma rúcula que consiga manter sua qualidade durante o período entre a colheita e a comercialização. Quanto maior a resistência das folhas, menor tende a ser o risco de o produto perder qualidade antes de chegar ao consumidor”, afirma Araújo.
Outro fator relevante é a conservação após a retirada do campo. A rúcula pode passar por centrais de abastecimento antes de chegar a feiras, supermercados e hortifrútis, o que torna desejável a manutenção da qualidade das folhas durante o transporte e a comercialização.
A rúcula Catharina, da Topseed Sementes, é apresentada como uma opção de ciclo rápido para sistemas de hidroponia e campo aberto. A cultivar possui sistema radicular desenvolvido, folhas mais largas e menos lobuladas e maior espessura foliar, característica que contribui para a conservação pós-colheita.
“Hoje, o mercado busca folhas maiores, largas e com boa qualidade visual, mas o produtor também precisa de velocidade. Uma cultivar precoce, que alie esse padrão de folha a uma boa pós-colheita, pode ajudar a atender melhor às necessidades de produção e comercialização”, finaliza o especialista Roberto Araújo.