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Cinco das seis maiores empresas de Londrina são do agronegócio

Ranking nacional mostra salto na receita líquida de companhias do setor



Ranking nacional mostra salto na receita líquida de companhias do setor; construtora Plaenge é a única de outro segmento entre as grandes

Seis empresas londrinenses estão entre as mil maiores do País em 2013 em receita líquida, das quais cinco estão relacionadas ao agronegócio, segundo o ranking Valor 1000, divulgado na semana passada pelo jornal Valor Econômico. O bom momento vivido pelo setor no ano passado contribuiu para que o Produto Interno Bruto (PIB) da região Sul aumentasse 4,7%, acima da média nacional de 2,5%, conforme o anuário. O ranking é elaborado pelo Serasa Experian, em parceria com a Fundação Getulio Vargas.

A rentabilidade do patrimônio das empresas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul passou de 9,7% em 2012 para 10,3% em 2013, o que deu ao Sul o melhor desempenho no País. São 78 companhias paranaenses na lista, uma a menos do que no ranking anterior. No entanto, o Estado é responsável por 40% das 197 da região Sul que estão entre as mil do País. São 22 ligadas ao agronegócio nos três estados, das quais 14 paranaenses.

Com relação à receita líquida, o aumento no Sul foi de 6,8% em 2013 ante 2012. O Paraná, em parte pela rentabilidade do agronegócio, ultrapassou os gaúchos ao ficar com 37,1% das receitas, ante 36,6% do Rio Grande do Sul e 26,3% de Santa Catarina.

A campeã de Londrina foi a Belagrícola, que passou de R$ 1,659 bilhão de receita líquida em 2012 para R$ 2,127 bilhões em 2013, alta de 28,2%. Na sequência aparece a Integrada Cooperativa Agroindustrial, que foi de R$ 1,477 bilhão para R$ 1,712 bilhão em 2013, ou 15,9% a mais. A Milenia Agrociências, que neste ano passou a se chamar Adama Brasil, foi de R$ 781,6 milhões para R$ 1,074 bilhão, alta de 37,4%. A construtora Plaenge, única londrinense entre as maiores e que não é ligada ao agronegócio, teve aumento na receita líquida de R$ 848,8 milhões para R$ 871,3 milhões, ou 2,6%.

A Companhia Cacique de Café Solúvel foi de R$ 715,9 milhões para R$ 772,2 milhões, aumento de 7,8%. Estreante no ranking, a Confepar Agroindustrial Cooperativa Central teve receita líquida de R$ 460 milhões, crescimento estimado em 45% em 2013 sobre 2012, segundo a empresa.

A Plaenge, que também é a maior e melhor empresa da região Sul no segmento de empreendimentos imobiliários, registrou uma estabilização no crescimento do mercado após o boom vivido pelo setor de 2006 a 2012. Ainda, a empresa também se beneficiou dos resultados positivos do setor agropecuário, por atuar fortemente no Paraná e no Centro-Oeste. "É motivo de orgulho (estar no ranking), porque é uma empresa nascida e criada em Londrina e que, mesmo no Interior, é a maior do Sul do Brasil", diz o diretor da Plaenge, Alexandre Fabian.

O presidente da Adama no Brasil, Rodrigo Gutierrez, afirma que o ano foi bom para o setor. "As commodities tiveram bom preço, o que permitiu ao agricultor investir em tecnologia. E nosso negócio é fornecer tecnologia, com defensivos agrícolas", diz. Ele considera que o peso do agronegócio no Norte do Paraná é muito grande e que a empresa tem colhido os frutos de uma mudança de estratégia nos últimos três anos, que permitiu um crescimento de quase 50% entre 2011 e 2013.

Para a Confepar, o ano passado foi de recuperação nos preços de produtos e retorno das exportações, que haviam minguado após a crise de 2008. O salto continua em 2014, com 30% de crescimento no primeiro semestre, diz o presidente da cooperativa, Renato Beleze. "O Brasil tem potencial grande no agronegócio e, no caso do leite, tem muito o que se fazer, porque a produtividade aqui é baixa em relação ao resto do mundo", conta Beleze, que também lembra que a renda aumentou no País e fortaleceu o consumo interno.
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