Clima adverso eleva cotações da soja
O movimento ganhou força com previsões de temperaturas acima da média
O movimento ganhou força com previsões de temperaturas acima da média - Foto: Divulgação
A soja iniciou a semana com forte valorização internacional, sustentada por preocupações climáticas nos Estados Unidos e sinais de retomada da demanda chinesa. Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de julho na Bolsa de Chicago avançou 4,46%, para US$ 11,8225 por bushel, enquanto agosto subiu 4,20%, a US$ 11,84 por bushel.
O movimento ganhou força com previsões de temperaturas acima da média e chuvas escassas no cinturão produtor norte-americano, em um momento de avanço da floração e início da formação de vagens. O USDA reduziu de 66% para 64% a parcela das lavouras avaliadas em condições boas ou excelentes. As inspeções semanais de exportação cresceram 19%, com a China como principal destino, e o mercado também reagiu à informação de compra de pelo menos cinco cargas de soja dos Estados Unidos. O farelo para agosto subiu 2,42%, enquanto o óleo avançou 1,48%.
No Brasil, os preços tiveram comportamento misto, com estabilidade em algumas regiões e altas pontuais. No Rio Grande do Sul, a saca chegou a R$ 138 no porto de Rio Grande, enquanto as referências no interior variaram entre R$ 131 e R$ 132. Em Santa Catarina, o porto de São Francisco do Sul marcou R$ 132, e Palma Sola ficou em R$ 116.
No Paraná, Paranaguá encerrou a R$ 137 por saca, com Ponta Grossa a R$ 126 e Maringá a R$ 126,45. Em Mato Grosso do Sul, as cotações permaneceram próximas de R$ 115 a R$ 118,35, enquanto Mato Grosso registrou preços entre R$ 112,50 e R$ 118,34. A comercialização segue influenciada pelo dólar, pelos custos elevados de frete, pela limitação de armazenagem e pela necessidade de crédito para o próximo plantio.