Clima e demanda externa orientam grãos
No trigo, os contratos operavam em leve alta na CBOT
No trigo, os contratos operavam em leve alta na CBOT - Foto: Pixabay
Os mercados agrícolas abriram esta sexta-feira com movimentos moderados em Chicago, refletindo ajustes técnicos, clima e demanda externa em meio à expectativa por novos dados de oferta e consumo. As informações são da TF Agroeconômica, no boletim de abertura dos mercados de 8 de maio de 2026.
No trigo, os contratos operavam em leve alta na CBOT, em tentativa de recuperação após três sessões de perdas relevantes. Segundo a TF Agroeconômica, fundos de investimento liquidaram posições nos últimos dias para realizar lucros, pressionando as cotações. O contrato julho de 2026 era negociado a US$ 613,00, alta de 0,75 ponto. No mercado físico, o Paraná registrava R$ 1.345,27 por tonelada, avanço diário de 0,40%, enquanto o Rio Grande do Sul marcava R$ 1.274,17, alta de 0,43%. A condição ruim das lavouras de trigo de inverno e a falta de umidade nas Grandes Planícies do Sul dos Estados Unidos, a menos de um mês da colheita, podem sustentar parte da melhora nos preços.
Na soja, Chicago mostrava estabilidade após uma semana de forte volatilidade. O vencimento julho de 2026 era cotado a US$ 1.193,00, alta de 0,75 ponto. A China voltou ao mercado com compras de soja brasileira para junho e julho, além de óleo de palma para junho. Também houve atividade de outros compradores, como Japão, Coreia do Sul e Tunísia. Apesar disso, as vendas semanais de exportação dos Estados Unidos ficaram fracas e abaixo do ritmo necessário para alcançar as projeções do USDA. No Brasil, os prêmios de exportação subiram novamente, refletindo a demanda por produto sul-americano.
O milho abriu em leve queda, dando sequência ao movimento negativo dos três dias anteriores. O contrato julho de 2026 era negociado a US$ 466,75, baixa de 0,75 ponto. Parte da pressão vem da incerteza em torno do projeto E-15 no Congresso dos Estados Unidos, enquanto o clima seco nas Grandes Planícies Centrais limita quedas mais fortes. Na B3, o maio de 2026 recuava 0,2%, a R$ 66,02.