Clima e tensões externas movimentam os grãos
Na soja, o contrato de agosto de 2026 subiu 1,25 ponto
Na soja, o contrato de agosto de 2026 subiu 1,25 ponto - Foto: Pixabay
Os mercados de trigo, soja e milho operam sob influência combinada do clima, do câmbio, da demanda internacional e do aumento das tensões geopolíticas. Segundo a TF Agroeconômica, o Mar Negro voltou a concentrar a volatilidade após novos ataques reacenderem preocupações com as rotas de exportação da região.
O trigo chegou a reagir em Chicago e na Europa, mas perdeu força diante das vendas semanais dos Estados Unidos, de apenas 285 mil toneladas. Em setembro de 2026, o contrato recuou 5 pontos, para 658,50, enquanto dezembro caiu 4,75 pontos, a 676,75. No mercado físico, o Paraná ficou estável em R$ 1.405,93, com alta mensal de 2,72%, e o Rio Grande do Sul caiu 0,96% no dia, para R$ 1.321,88. A compra de 75 mil toneladas de trigo mole e 50 mil toneladas de cevada forrageira pela Tunísia trouxe sinal positivo à demanda.
Na soja, a retomada das compras chinesas nos Estados Unidos e o ritmo das vendas da nova safra deram sustentação às cotações, embora o clima favorável limite avanços. O contrato de agosto de 2026 subiu 1,25 ponto, para 1.178,50. No Paraná, a soja caiu 0,85% no interior, a R$ 137,82, e 1,04% em Paranaguá, a R$ 145,29. O Brasil mantém fundamentos mais sólidos, com safra projetada em 185,6 milhões de toneladas, reforçando a oferta sul-americana na disputa por compradores.
O milho recuou com previsões de temperaturas mais amenas e chuvas benéficas nos Estados Unidos, reduzindo o prêmio climático. Setembro caiu 2,50 pontos em Chicago, para 443,25, e o físico foi cotado a R$ 65,30. As exportações semanais somaram 363 mil toneladas da safra 2025/26 e 1,062 milhão da safra 2026/27. O dólar seguirá decisivo para a competitividade agrícola e a formação dos preços internacionais.