Clima e USDA movimentam mercados agrícolas
No trigo, os contratos negociados em Chicago operam em alta
No trigo, os contratos negociados em Chicago operam em alta - Foto: Agrolink
Os mercados agrícolas iniciaram o dia com movimentações influenciadas pelo clima nos Estados Unidos, expectativas em torno dos relatórios do USDA e pelo comportamento do petróleo no cenário internacional. As informações são da TF Agroeconômica.
No trigo, os contratos negociados em Chicago operam em alta diante da piora das condições das lavouras de inverno nos Estados Unidos. O mercado também acompanha a expectativa de redução na produção norte-americana da safra 2026/2027. Analistas privados estimam colheita de 47,11 milhões de toneladas, abaixo das 54,01 milhões da temporada anterior.
Segundo levantamento semanal do USDA, apenas 28% das lavouras de trigo de inverno estão classificadas entre boas e excelentes, contra 31% na semana passada e 54% no mesmo período do ano passado. No Kansas, principal estado produtor, o índice caiu para 17%. O plantio do trigo de primavera alcançou 53% da área projetada.
No Brasil, a Conab informou que o plantio do trigo chegou a 17,5% da área prevista, próximo da média histórica para o período. A soja também registra valorização em Chicago, acompanhando a recuperação do óleo de soja e a alta do petróleo, que voltou a superar US$ 101 por barril. O mercado acompanha ainda as expectativas em torno de possíveis acordos comerciais entre Estados Unidos e China, diante da viagem do presidente norte-americano Donald Trump ao país asiático.
O USDA informou que o plantio da soja nos Estados Unidos atingiu 49% da área projetada. No Brasil, a colheita alcançou 98,3% da área apta, segundo a Conab. No milho, os preços operam com leves ganhos em Chicago, sustentados pela falta de umidade nas Grandes Planícies Centrais dos EUA. O avanço rápido do plantio norte-americano, porém, limita movimentos mais fortes de alta. O USDA apontou que o plantio chegou a 57% da área estimada, acima da média dos últimos cinco anos.