Colheita de algodão está atrasada no oeste da Bahia
Este ano, fatores climáticos atrasaram os trabalhos e comprometeram a produtividade das lavouras
O algodão no oeste baiano já deveria ter sido todo colhido a cerca de um mês, mas as chuvas que ocorreram nos meses de abril e maio acabaram prolongando o ciclo das plantas. A mudança climática provocou perdas como na lavoura de 500 hectares de Marcos Grieger. O produtor esperava alcançar a produtividade de 340 arrobas por hectare, mas não foi o que aconteceu.
“A expectativa era ser igual à safra passada, que nessa mesma área tiramos 335 arrobas de média. Até março nós estávamos ainda com essa expectativa. Então, veio a chuva e agora o resultado está em torno de 250 arrobas”, explicou Grieger.
A chuva estragou as maçãs de algodão da parte baixa da planta. E a falta de sol na época certa também interferiu no desenvolvimento da pluma do alto das plantas. No caso de Marcos, metade da safra de algodão já estava vendida desde o ano passado, mas com a estimativa de produtividade maior do que se confirmou na colheita. “Esse dinheiro vai faltar no fluxo de caixa da próxima safra”, concluiu.
Na safra deste ano, segundo a Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia, havia ocorrido redução de 5% da área plantada. Para o ano que vem ainda não há estimativa projetada para a região.
A Bahia é o segundo maior produtor nacional de algodão, só perde para o Mato Grosso.