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Com retorno rápido, piscicultura cresce no Piauí

Estado possui entre dez a quinze associações e/ou cooperativas de piscicultores, totalizando mais de 400 produtores


Teresina - Nos últimos dois anos, a piscicultura tem se expandido no Piauí. A atividade atrai a atenção de muitos empreendedores, porque o retorno do investimento começa em seis meses, ou seja, em curto espaço de tempo. O tambaqui e a tilápia são as espécies que predominam no cultivo de pescados no Estado.

Com foco no desenvolvimento do setor e na geração de trabalho e renda, o Sebrae no Piauí executa um projeto de piscicultura que atende a dez municípios e envolve 150 piscicultores dessas regiões.

“A piscicultura é uma atividade que tem nos surpreendido em termos de organização dos produtores e em comercialização. O Sebrae tem, juntamente com seus parceiros institucionais, investido em capacitação, em participação em feiras e eventos e em novas formas de comercializar o pescado no Estado. Muito foi conquistado, mas outras ações precisam ser feitas para tornar essa atividade ainda mais eficiente em termos de geração de trabalho e renda”, afirma o presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae/PI, Ulysses Gonçalves Nunes de Moraes.

Atualmente, a produção de pescado no Piauí ainda é pequena em relação a outros Estados do país, mas mesmo assim não consegue atender à demanda interna. Segundo informação da Associação Piauiense de Piscicultores, APP, o volume de pescado produzido no Estado é de duas mil toneladas/ano.

O crescimento da piscicultura como atividade econômica é reflexo segundo o presidente da entidade, Evandro Aragão, de todo um trabalho desenvolvido a partir do projeto do Sebrae. “Nos últimos dois anos, a parceria tem dado resultados bastante positivos. O setor tem expandido, o Sebrae tem correspondido às nossas solicitações e, ao mesmo tempo, os piscicultores têm aprendido bastante com os treinamentos e consultorias. O Sebrae foi a primeira instituição do Piauí que prontamente nos atendeu”, conta Aragão.

O Piauí possui entre dez a quinze associações e/ou cooperativas de piscicultores, totalizando mais de 400 produtores no Estado. “A atividade é compensadora, pois o retorno do investimento acontece em seis meses, mas precisamos profissionalizar ainda mais o setor”, esclarece Aragão.

Projeto

Teresina, Inhuma, Elesbão Veloso, José de Freitas, Piripiri, Piracuruca, Esperantina, Joaquim Pires, Parnaíba e Luzilândia. Esses são os municípios atendidos pelo Projeto de Piscicultura do Sebrae no Piauí, que iniciou suas ações em 2008, tendo um prazo de atuação de três anos.

De lá pra cá, foram feitas inúmeras atividades de dinamização dessa cadeia produtiva como acesso a novas tecnologias, participação em feiras e eventos, consultorias tecnológicas, reciclagens em piscicultura básica, em comercialização, em aproveitamento integral do pescado e em gastronomia.

“Desde que iniciamos o projeto constatamos que antes não existiam as organizações coletivas, ou seja, os piscicultores trabalhavam isoladamente. Agora, 70 % dos municípios atendidos têm associações e/ou cooperativas de piscicultores”, informa o gestor do Projeto de Piscicultura do Sebrae no Piauí, João Pinheiro Júnior.

O gestor revela ainda que, após as iniciativas e o comprometimento dos produtores com a atividade, o volume de pescado cresceu. “Em 2007 eram produzidas cinco toneladas de peixes. Este ano, vamos chegar a 50 toneladas de pescado e a previsão para 2010 é de 100 toneladas”, conta Pinheiro Júnior.

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