Comissão sugere R$ 1,28 milhão a fazendeiro do PR
Caso o proprietário aceite, 1,8 mil cabeças de gado com aftosa serão sacrificadas
O acordo que irá definir o sacrifício do rebanho da Fazenda Cachoeira, em São Sebastião da Amoreira (PR), deverá sair nesta semana. A informação é do proprietário da fazenda André Muller Carioba que disse que o valor apresentado pela comissão de avaliação dos bovinos "está um pouco abaixo" do esperado por ele. A reportagem apurou com uma fonte que fez parte da comissão de avaliação que o preço sugerido é de R$ 1.285 milhão.
A Fazenda Cachoeira é considerada foco de febre aftosa pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) desde o dia 6 de dezembro. O Paraná já decidiu pelo sacrifício sanitário dos 1,8 mil bovinos da propriedade, mas uma liminar da Justiça Federal de Londrina impede esse abate. A alegação é que o Mapa não conseguiu provar efetivamente a existência do vírus da aftosa entre os bois da Cachoeira.
A comissão separou os animais por lotes de bezerros, novilhas, vacas e bois. Alguns animais foram pesados separadamente, mas o peso dos lotes foram definidos por amostragem. Por exemplo, a reportagem apurou que um lote de 267 bezerros apresentaram peso médio de 8 arrobas. Outro grupo, formado por 1.329 novilhas, pesaram em média 16 arrobas. Esses resultados devem ser apresentados na segunda-feira de manhã à Superintendência do Mapa em Curitiba.
Segundo o superintendente do ministério Walmir Kowaleswki de Souza, nesse encontro será feita a verificação dos dados e informações levantadas pela comissão. Essas informações ainda serão submetidas à aprovação da Controladoria Geral da União e da Advocacia Geral da União. Somente depois disso é que o proprietário da Fazenda Cachoeira será informado oficialmente dos valores sugeridos.
Por lei, há alguns critérios para essa avaliação como: o peso dos animais, a faixa etária e o sexo. Cada animal é remunerado separadamente conforme o valor da arroba no dia do abate. No entanto, o pecuarista André Carioba Filho já havia se manifestado contrário a esse valor. Na sua avaliação, a indenização acertada pela arroba teria que ser o preço equivalente a alguns dias antes da suspeita de foco no Estado.
"Mas falta pouco para chegarmos a um acordo, está fácil para acertarmos. Se bem que os técnicos têm um limite de negociação", afirmou Carioba. Ele confirmou que lhe foi apresentado um valor da avaliação, mas preferiu não informar o montante. No entanto, ele disse que irá estudar essa avaliação durante este final de semana. "Concordamos com o peso do rebanho apresentado, mas não com o preço", frisou. O assunto deverá ser discutido na próxima semana durante uma reunião entre técnicos do Mapa, da Secretaria Estadual de Agricultura e os pecuaristas.