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Como evitar falhas causadas por cupins na cana-de açúcar

Estratégias para proteger a cana dos cupins


Foto: Canva

Os cupins estão entre as principais pragas que comprometem o estabelecimento dos canaviais ao atacarem gemas e tecidos dos toletes logo após o plantio. O problema pode resultar em falhas no estande, necessidade de replantio e perdas de produtividade ao longo de todo o ciclo da cultura. Segundo o conteúdo técnico apresentado, práticas relacionadas ao manejo das mudas, do solo e da umidade, aliadas ao uso criterioso de tratamentos fitossanitários, são fundamentais para reduzir os danos.

Entre maio e outubro, período que concentra condições de solo mais seco ou marca o início das chuvas em diversas regiões produtoras de cana-de-açúcar, o risco de ataque aumenta. Nessa fase, os toletes recém-plantados tornam-se mais vulneráveis à ação dos insetos, especialmente quando permanecem por mais tempo no solo sem brotar.

O material destaca que os cupins subterrâneos utilizam galerias para alcançar os toletes e passam a consumir os tecidos mais úmidos e as gemas responsáveis pela brotação. Quando essas estruturas são destruídas, a emergência das plantas pode não ocorrer, comprometendo a formação uniforme do canavial.

Além dos danos diretos, o ataque abre caminho para a entrada de fungos e bactérias, acelerando a deterioração das mudas. Como consequência, o produtor pode enfrentar aumento dos custos com replantio, maior presença de plantas daninhas em áreas falhadas e redução do potencial produtivo da lavoura.

O conteúdo técnico ressalta que diferentes fatores favorecem o ataque dos cupins, entre eles o plantio em solo seco, o uso de toletes desidratados ou de baixa qualidade, o armazenamento inadequado das mudas, sulcos mal preparados e áreas com histórico de alta infestação da praga.

Entre as medidas recomendadas está a seleção de mudas vigorosas e sadias, com corte e manuseio que preservem as gemas, além da redução do intervalo entre a colheita da cana-muda e o plantio. Também é indicado proteger os feixes da exposição prolongada ao sol e ao vento para evitar a perda de umidade.

O preparo do solo também influencia o risco de infestação. Sulcos bem estruturados, com profundidade adequada e boa uniformidade, favorecem o contato dos toletes com a umidade e reduzem o período em que permanecem suscetíveis ao ataque.

O documento também orienta que o tratamento das mudas pode integrar o manejo preventivo em áreas com histórico de infestação, desde que sejam utilizados apenas produtos registrados para a cultura e conforme receituário agronômico.

"O tratamento químico não deve ser a única estratégia, mas sim complementar à qualidade de mudas, manejo de solo e umidade", destaca o material.

Outra recomendação é integrar o controle dos cupins a outras práticas fitossanitárias, como o manejo de plantas daninhas, a adoção de variedades com bom vigor inicial, o planejamento da renovação dos canaviais e o monitoramento constante das áreas recém-plantadas para identificar falhas e verificar a presença da praga.

O conteúdo reforça ainda que qualquer estratégia envolvendo produtos fitossanitários deve seguir as orientações técnicas e a legislação vigente, incluindo o uso de equipamentos de proteção individual e acompanhamento por profissional habilitado.

Ao final, o material conclui que a redução das falhas provocadas pelos cupins depende da combinação de diferentes práticas preventivas.

"Reduzir falhas por cupins no plantio da cana-de-açúcar depende menos de uma ação única e mais do conjunto de boas práticas: mudas vigorosas, bem armazenadas e pouco tempo entre corte e plantio; sulcos bem preparados, com umidade adequada; fechamento correto do sulco; e, quando indicado, tratamento de mudas com produtos registrados, sempre sob orientação de engenheiro agrônomo", afirma o documento.

O texto também reforça que "este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) em condições reais de campo".

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