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Compra de morangos do exterior bate novo recorde

Egito responde por 83% do morango importado


Foto: Embrapa

As importações brasileiras de morango alcançaram 42,1 mil toneladas em 2025, o maior volume da série recente, intensificando a concorrência com a produção nacional de derivados da fruta. A avaliação consta no Boletim Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (2) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

O levantamento utiliza dados das estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro (Agrostat), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), e mostra que o Brasil desembolsou US$ 44,7 milhões na aquisição do produto, com preço médio de US$ 1.062 por tonelada.

Segundo o boletim, praticamente todo o volume importado correspondeu a morango congelado, que somou 42 mil toneladas. As compras de morango preparado ou conservado chegaram a 97,8 toneladas, enquanto as importações da fruta fresca foram praticamente inexistentes, totalizando apenas 38 quilos.

Os técnicos do Deral destacam que, entre 2016 e 2022, as importações oscilaram entre 4,3 mil e 8,5 mil toneladas. A partir de 2023, porém, houve uma aceleração significativa. Naquele ano, entraram no país 18,5 mil toneladas, volume que aumentou para 34 mil toneladas em 2024 e atingiu o recorde de 42,1 mil toneladas no ano passado.

"O Egito foi o principal fornecedor, englobando 83,4% dos volumes e 80,3% dos valores importados, seguido pela China com 12,4% e 13,3% dos mesmos indicadores. Outros doze países enviaram estes produtos para o Brasil em menor escala", informa o boletim.

O estudo também chama atenção para a rápida expansão da participação egípcia no mercado brasileiro. Em 2018, o país africano exportou apenas 45,6 toneladas de morango para o Brasil, respondendo por 0,9% das importações totais daquele ano. Na época, China, Argentina e Chile concentravam aproximadamente um quarto das compras externas cada um.

Para o Deral, o crescimento das importações, especialmente do produto egípcio, tem gerado preocupação entre os produtores brasileiros.

"Esta internalização maciça do produto da terra dos faraós causa um desconforto e insegurança no setor produtivo, pois os preços praticados competem com os nossos derivados do morango, sinalizando uma concorrência acirrada, engessando a renda e novos investimentos no setor", destaca o boletim.

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