Compradores seguram ofertas e algodão segue travado no mercado
Compradores e vendedores mantêm posições distintas nas negociações
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O algodão em pluma atravessa um período de pouca movimentação nos preços no mercado brasileiro, apesar das referências mais firmes no exterior. Segundo dados divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), compradores e vendedores mantêm posições distintas nas negociações, o que reduz o ritmo dos negócios.
A valorização dos contratos futuros negociados na Bolsa de Nova York, na ICE Futures, e o avanço da paridade de exportação deram maior sustentação às pedidas dos vendedores nos últimos dias. De acordo com o Cepea, porém, esse movimento externo ainda não provocou uma reação significativa nas cotações praticadas no Brasil.
A principal resistência vem de parte dos compradores. Pesquisadores do Cepea apontam que esses agentes encontram dificuldades para repassar aos produtos manufaturados um eventual aumento no custo da matéria-prima, ao mesmo tempo em que enfrentam redução das margens. Por esse motivo, continuam apresentando propostas abaixo dos valores solicitados pelos vendedores.
Esse desencontro entre as duas pontas do mercado tem mantido a liquidez limitada. Enquanto vendedores permanecem firmes diante das referências externas mais elevadas, compradores evitam ampliar as ofertas em meio às restrições enfrentadas na comercialização dos produtos derivados.
As negociações ganham maior ritmo apenas quando existe necessidade imediata de reposição. Segundo o Cepea, agentes que precisam garantir abastecimento mostram maior disposição para fechar novos lotes, com preferência pelo algodão de qualidade superior. Assim, mesmo com sinais positivos vindos do mercado internacional, o cenário doméstico permanece marcado por preços praticamente estáveis e negociações condicionadas à necessidade de compra e à qualidade disponível.