Condições climáticas relativamente satisfatórias para a soja nos EUA

Agronegócio

Condições climáticas relativamente satisfatórias para a soja nos EUA

Cerca de 72% das lavouras estão na fase de emissão de vagens, contra 73% no ano passado e 85% na média histórica para o período
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O mercado da soja em Chicago operou nessa terça-feira (18) dentro do esperado, com uma tímida recuperação frente às fortes quedas dos últimos dias. Em uma sessão de poucas novidades, o contrato de setembro de 2009 terminou o dia a US$ 9,95/bushel (+0,71%) e o contrato de maio de 2010 a US$ 9,67/bushel (+0,83%). O movimento acompanhou o lento desempenho do mercado financeiro. Na segunda-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou mais um relatório semanal referente às condições das lavouras nos Estados Unidos (EUA).

Cerca de 72% das lavouras estão na fase de emissão de vagens, contra 73% no ano passado e 85% na média histórica para o período. Frente ao plantio atrasado, o desenvolvimento das lavouras no país continua retardado em relação ao historicamente ocorrido, cujo impacto negativo já começou a ser contabilizado em um número um pouco menor de produtividade durante o último relatório mensal do órgão. Mas de outro lado, o USDA não alterou os indicadores de qualidade das lavouras de soja nesta semana.

Segundo o órgão, 66% das áreas mantêm-se qualificadas em condições de desenvolvimento entre “boas” a “excelentes”, contra 62% no ano passado neste mesmo período. Com isso, há por enquanto poucas dúvidas de que a colheita a partir de setembro se consolidará em um volume bem acima do ano passado. As chuvas continuam dentro do normal no país. Mas as temperaturas em importantes regiões produtoras estão abaixo do normal, o que não descarta novas reavaliações negativas na projeção de produtividade média.

Apesar da ligeira reação no mercado norte-americano, esta terça-feira se caracterizou por uma paridade externa um pouco mais baixa ao mercado brasileiro, já que o câmbio doméstico fechou em queda de 1,2% no dia. Em Goiás, as indicações de compra variam entre R$ 38 a R$ 41/saca (bruto), sem muitas alterações. Na BM&F, o contrato de maio de 2010 oscilou nessa terça-feira ao redor de US$ 21,15/saca (Paranaguá), cerca de R$ 39/saca ao presente câmbio. Com os precários preços do milho, as chances são grandes de uma ampliação da preferência do produtor sul-americano pela soja em 2009/2010.
 
 
 
A análise de mercado da soja é realizada diariamente pela Gerência de Estudos Técnicos e Econômicos da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG).

Gerente de Estudos Técnicos e Econômicos: Edson Alves Novaes
Responsável técnico: Adriano Vendeth

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