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Consórcio Antiferrugem amplia rede de laboratórios no RS

De 2002 até 2007, o "custo ferrugem", ou seja, o que foi perdido em rendimento de grãos, somado ao que foi gasto com o controle, já ultrapassou US$ 8 bilhões


A ferrugem asiática é a principal doença de soja no Brasil. De 2002 até 2007, o "custo ferrugem", ou seja, o que foi perdido em rendimento de grãos, somado ao que foi gasto com o controle desta doença, já ultrapassou a cifra de US$ 8 bilhões, segundo levantamentos realizados pela Embrapa Soja e pela Conab. Para servir de apoio aos agricultores, o Comitê Estadual de Ferrugem Asiática da Soja pretende credenciar 10 novos laboratórios capacitados para identificar os sintomas da doença, ampliando e melhor distribuindo os pontos de monitoramento no Rio Grande do Sul.

Uma das principais ferramentas de controle da ferrugem asiática é a aplicação de fungicida assim que forem constatados os primeiros sintomas, ou seja, as primeiras pústulas na face inferior das folhas mais baixas da planta. Estas lesões, na maioria das vezes, não são maiores do que 1 mm cada, por isso, é necessário pessoal qualificado e equipamento adequado para visualizar os sintomas no momento adequado para o sucesso de controle químico.

Atendendo à demanda por informações sobre a ferrugem de soja e seu controle, foi criado, em 2004, o Consórcio Antiferrugem, coordenado pela Embrapa Soja, em parceria com inúmeras entidades públicas e privadas, do país e do exterior. Com o estabelecimento do Consórcio no Rio Grande do Sul, foram credenciados nove laboratórios habilitados a identificar a doença, localizados nas principais regiões produtoras do Estado. "Uma vez o foco de ferrugem corretamente identificado pelos laboratórios, a informação é repassada ao Consórcio, que localiza esta ocorrência no mapa de dispersão da doença. Esta é uma forma de alertar a cadeia produtiva para a presença da doença em uma determinada região", esclarece a pesquisadora da Embrapa Trigo, Leila Costamilan.

Aprimorando o trabalho desenvolvido pelo Consórcio, em 2007 o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento instalou Comitês Estaduais de Controle da Ferrugem Asiática da Soja. Em sua primeira reunião, o Comitê do Rio Grande do Sul identificou que áreas significativas do estado não contavam com laboratórios credenciados junto ao Consórcio para servirem de apoio aos agricultores e monitorar a disseminação da doença. Assim, visando à expansão da rede de laboratórios credenciados, foi realizado um treinamento na Embrapa Trigo destinado a laboratoristas indicados por instituições de ensino e de pesquisa agropecuária, com o objetivo de capacitar para identificação de sintomas de ferrugem asiática de soja. A programação contou com apresentações teóricas e práticas sobre tecnologia de aplicação de fungicidas, ministrada pelo professor da Universidade de Passo Fundo (UPF), Walter Boller, e sobre diagnose, epidemiologia e controle de ferrugem da soja, por Leila Costamilan, da Embrapa Trigo.

Leila explica que os laboratórios cujos responsáveis passaram por este treinamento terão sua atividade de detecção de ferrugem monitorada durante a safra 2007/08 pela Embrapa Trigo, antes de serem indicados para credenciamento pelo Consórcio Antiferrugem. "Esta é uma forma de garantir a qualidade do serviço prestado, além de contribuir com a capacitação do pessoal que ainda não tem segurança em diagnosticar doenças foliares de soja", diz a pesquisadora.

Assim, além dos nove laboratórios já credenciados, os produtores gaúchos contam, na próxima safra, com mais 10 laboratórios treinados para receber amostras de plantas suspeitas do ataque de ferrugem, permitindo agilidade no monitoramento e controle da doença na lavoura. A lista completa de laboratórios pode ser encontrada no site www.consorcioantiferrugem.net. As informações são da assessoria de imprensa da Embrapa Trigo.

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