Consultoria: Produtor deve evitar venda apressada de milho
Para os produtores, a orientação é evitar vendas concentradas
Para os produtores, a orientação é evitar vendas concentradas - Foto: Pixabay
A estratégia para o mercado de milho deve priorizar proteção de margens, vendas escalonadas e compras graduais diante de um cenário ainda firme. Segundo análise da TF Agroeconômica, a recente queda em Chicago foi causada principalmente pela realização de lucros dos fundos e pela melhora temporária do clima nos Estados Unidos, sem mudança relevante nos fundamentos.
Para os produtores, a orientação é evitar vendas concentradas durante a correção. A recomendação é aproveitar recuperações próximas de 480 a 485 centavos de dólar por bushel para negociar parte da produção de forma escalonada e manter algum volume armazenado, já que os preços podem ganhar força no segundo semestre.
As cooperativas devem intensificar operações de hedge para proteger as margens dos cooperados e usar momentos de recuperação para originar milho destinado ao mercado interno e à exportação. O armazenamento de grãos de melhor qualidade também pode garantir prêmios durante a entressafra.
Para as cerealistas, a indicação é recompor estoques gradualmente nos períodos de recuo e evitar posições excessivamente vendidas. A cautela se apoia nos riscos climáticos nos Estados Unidos, nas incertezas logísticas no Mar Negro e na demanda internacional aquecida.
As indústrias de ração e etanol podem aproveitar as baixas recentes para ampliar parcialmente a cobertura de matéria-prima. Adiar totalmente as compras aumenta a exposição a uma possível valorização. Mesmo com o avanço da colheita brasileira e a maior oferta no curto prazo, a demanda doméstica, as exportações recordes dos Estados Unidos e a redução da produção europeia mantêm a perspectiva de alta lenta e firme ao longo do segundo semestre.