Consultoria aponta menor demanda por trigo no Sul
No mercado gaúcho, os valores entraram em leve baixa
No mercado gaúcho, os valores entraram em leve baixa - Foto: Divulgação
O mercado de trigo no Sul do país avançou em ritmo lento, com menor demanda dos moinhos, negócios pontuais e pressão sobre os preços. Segundo a TF Agroeconômica, o Rio Grande do Sul deve encerrar a semana com cerca de 12 mil toneladas negociadas, diante de poucas compras e procura reduzida pelo grão.
No mercado gaúcho, os valores entraram em leve baixa. Até 19 de junho, o trigo pão era negociado a R$ 1.350 por tonelada no interior. Entre 22 e 26 de junho, os preços recuaram para R$ 1.320 a R$ 1.330 e, nesta semana, chegaram a R$ 1.300 para retirada em agosto, já que julho está coberto. A moagem segue baixa, reflexo de uma demanda pouco aquecida. A análise relaciona esse quadro à menor disponibilidade de renda e à adoção, por consumidores com maior poder aquisitivo, de canetas emagrecedoras e hábitos ligados ao bem-estar.
Para a próxima safra, o receio com o El Niño se soma aos custos elevados, aos preços achatados e ao risco de alto teor de DON. Cooperativas do centro e noroeste gaúcho mencionam possível redução de até 40% na área, que poderia ficar em pousio, embora a projeção ainda não seja oficial. A Emater-RS estima produção próxima de 2,2 milhões de toneladas, ante 3,8 milhões a 4 milhões na safra anterior, com déficit preliminar de 1,9 milhão de toneladas. Em Panambi, o preço de balcão subiu para R$ 70,02 por saca.
Em Santa Catarina, não houve negócios conhecidos com trigo local, mas o produto gaúcho foi negociado a R$ 1.350 por tonelada FOB para o tipo 1 e R$ 1.240 para o tipo 2. No Paraná, os moinhos seguem comprando apenas oportunidades, com ofertas médias de R$ 1.450 CIF e volume semanal entre 8 mil e 10 mil toneladas. A safra nova permanece sem movimentação, com indicações próximas de R$ 1.400 CIF para agosto e setembro.