Consultoria aponta pressão sobre preços do milho
Na B3, setembro de 2026 fechou a R$ 71,29, queda de R$ 0,73 no dia
Na B3, setembro de 2026 fechou a R$ 71,29, queda de R$ 0,73 no dia - Foto: Pixabay
O mercado brasileiro de milho encerrou a quarta-feira com recuo nos contratos futuros, enquanto os estados acompanharam ritmos distintos de comercialização, colheita e plantio. Segundo a TF Agroeconômica, a B3 refletiu a realização de lucros em Chicago e a revisão da estimativa de exportações de agosto, reduzida pela Anec de 5,63 milhões para 5,45 milhões de toneladas.
Na B3, setembro de 2026 fechou a R$ 71,29, queda de R$ 0,73 no dia. Novembro terminou a R$ 77,65, baixa de R$ 0,63, e janeiro de 2027 encerrou a R$ 80,91, recuo de R$ 0,54.
No Rio Grande do Sul, as indicações variaram de R$ 58 a R$ 65 por saca, enquanto a média estadual da Emater subiu 1,53%, para R$ 60,23. O plantio da safra 2026/27 avança de forma desigual, limitado pela umidade e pelas chuvas, embora algumas regiões já registrem progresso mais expressivo.
Em Santa Catarina, negócios seguem restritos, com referências próximas de R$ 60 e demanda ao redor de R$ 55 por saca. O estado precisa de cerca de 8,5 milhões de toneladas por ano, ante produção de 2,67 milhões em 2025/26, o que mantém elevada a dependência de milho de outras origens.
No Paraná, a colheita da segunda safra chegou a 83% da área, enquanto o plantio do ciclo 2026/27 alcançou 6%. O preço ao produtor fechou a última semana em R$ 56,79 por saca, alta de 7,8% sobre a média de julho.
Em Mato Grosso do Sul, as cotações variaram entre R$ 50 e R$ 55 por saca. A demanda da indústria de bioenergia ajuda a absorver a oferta e sustentar os preços, enquanto compradores seguem focados em reposição e vendedores mantêm postura seletiva. No conjunto, a oferta encontra apoio na demanda interna e no maior peso dos embarques.