Consultoria eleva projeção para os juros em 2026
O IPCA-15 registrou alta de 0,41%
O IPCA-15 registrou alta de 0,41% - Foto: Divulgação
O cenário econômico combina inflação resistente no exterior, cautela na condução dos juros no Brasil e sinais mistos na atividade doméstica. Segundo o Rabobank, o núcleo do PCE dos Estados Unidos avançou 0,3% em maio e 3,4% em 12 meses, em linha com o esperado, mas ainda indicando pressão sobre os preços.
No Brasil, a ata do Copom e o Relatório de Política Monetária reforçaram um balanço de riscos mais inclinado para a alta da inflação. A avaliação considera choques ligados ao clima e estímulos à atividade, além da necessidade de evitar movimentos abruptos na taxa básica. A estratégia admite cortes de juros intercalados por pausas e eventual retomada do ciclo de ajuste.
Após os documentos, o Rabobank elevou de 13,50% para 14,00% a projeção para a Selic no fim de 2026. A revisão também reduziu as estimativas para o PIB, agora em 2,4% em 2027 e 2,6% em 2028.
O IPCA-15 registrou alta de 0,41%, abaixo das projeções do mercado e do banco, embora permaneça acima do centro da meta. Os alimentos perderam força, enquanto a energia elétrica seguiu sustentando a inflação. A taxa de desemprego recuou para 5,6% em maio, ante 5,8% em abril e 6,2% um ano antes.
No câmbio, o dólar encerrou a semana anterior em R$ 5,1720, com desvalorização de 0,41% do real. A instituição projeta a moeda em R$ 5,35 no fim do ano, diante de menor diferencial de juros, recuperação global do dólar e fragilidade fiscal em ano eleitoral. Mesmo com o acordo entre Estados Unidos e Irã, permanecem riscos geopolíticos e incertezas sobre o Estreito de Ormuz.
A agenda brasileira terá IGP-M, resultado primário do Governo Central, dados do setor público consolidado, Caged e produção industrial. Na região, o destaque será a decisão de juros na Colômbia, com expectativa de alta de 0,50 ponto percentual.