Consultoria vê baixa liquidez no mercado de trigo
No Rio Grande do Sul, o mercado permanece lateralizado e mais calmo
No Rio Grande do Sul, o mercado permanece lateralizado e mais calmo - Foto: Pixabay
O mercado de trigo no Sul do país segue com negócios pontuais, baixa liquidez e preços definidos pela demanda dos compradores. Segundo a TF Agroeconômica, os moinhos atuam com cautela, enquanto vendedores resistem a reduzir suas pedidas.
No Rio Grande do Sul, o mercado permanece lateralizado e mais calmo, com os grandes moinhos fora das compras. As referências giram em torno de R$ 1.420 por tonelada dentro das unidades, com variações conforme prazo e distância. Julho está praticamente coberto, apesar de ainda haver moinhos aceitando entregas, e as atenções se voltam para agosto. Para a próxima safra, o receio com o El Niño, custos elevados, preços achatados e o risco de alta incidência de DON aumentam a cautela. Cooperativas do centro e do noroeste avaliam redução de até 40% na área, ainda sem confirmação oficial. A Emater-RS estima produção próxima de 2,2 milhões de toneladas, ante 3,8 milhões a 4 milhões na safra anterior, com déficit previsto de cerca de 1,9 milhão de toneladas. O preço de balcão subiu para R$ 70,02 por saca.
Em Santa Catarina, os moinhos estão razoavelmente abastecidos e compram apenas para completar lotes. Houve negócio com trigo melhorador diferido a R$ 1.450 FOB, mas o mercado segue travado. A referência de R$ 1.350 FOB chega a R$ 1.500 CIF nos moinhos do leste, enquanto a falta de reação das farinhas limita o grão. No balcão, os preços ficaram estáveis em Canoinhas, Rio do Sul, Joaçaba e Xanxerê, com altas em Chapecó e São Miguel do Oeste.
No Paraná, houve negócios no Sudoeste a R$ 1.450 CIF e em Curitiba com trigo paraguaio equivalente a R$ 1.570 CIF. A oferta é pequena, os moinhos não aceitam as pedidas e os vendedores mantêm posição. Para a safra nova, não há movimentação, com indicações próximas de R$ 1.400 CIF para agosto e setembro.