Consultoria vê clima e frete pressionando a soja
Em Ijuí, a saca chegou a R$ 148,30
Em Ijuí, a saca chegou a R$ 148,30 - Foto: Divulgação
O mercado de soja inicia setembro com atenção dividida entre a valorização dos preços, o avanço do calendário de plantio e os riscos climáticos que podem afetar a implantação da safra 2026/27. Segundo levantamento da TF Agroeconômica, chuvas intensas no Sul, restrições do vazio sanitário e custos logísticos elevados seguem influenciando o ritmo dos trabalhos e as cotações nas principais regiões produtoras.
No Rio Grande do Sul, acumulados superiores a 80 milímetros podem atrasar a entrada de máquinas após o fim do vazio sanitário. O estado projeta redução da área de soja, mas a Emater/RS prevê aumento da produção com recuperação da produtividade. Em Ijuí, a saca chegou a R$ 148,30, enquanto no porto de Rio Grande foi negociada a R$ 160,00.
Em Santa Catarina, Rio do Sul registrou forte valorização, enquanto a referência FOB de Abelardo Luz chegou a R$ 155,00, com máxima de R$ 159,00. No Paraná, o vazio sanitário terminou de forma escalonada em parte do estado, liberando o plantio em várias regiões. O Deral projeta produção de 22,6 milhões de toneladas, com área estável em 5,76 milhões de hectares, e Paranaguá alcançou R$ 159,00 por saca.
Em Mato Grosso do Sul, o vazio sanitário segue até 15 de setembro, em meio ao avanço dos casos de ferrugem asiática e à previsão de cerca de 50 milímetros de chuva. Em Dourados, a soja ficou em R$ 144,60, e em Campo Grande, em R$ 145,10.
Em Mato Grosso, o frete entre Sorriso e Santos, entre R$ 280 e R$ 320 por tonelada, continua pressionando os preços no interior. O Imea projeta produção de 48,88 milhões de toneladas para 2026/27, enquanto Sorriso registrou R$ 139,00 por saca e Rondonópolis, R$ 144,00.