Consultoria vê frete pressionando mercado da soja
Em Mato Grosso do Sul, a liquidez é pontual
Em Mato Grosso do Sul, a liquidez é pontual - Foto: Nadia Borges
O mercado físico da soja no Sul e no Centro-Oeste segue marcado por preços firmes em alguns portos, cautela nas vendas e pressão dos custos logísticos durante a entressafra. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário de 7 de agosto de 2026 mostra diferenças regionais importantes, com produtores atentos ao câmbio, aos prêmios de exportação e ao frete.
No Rio Grande do Sul, a paridade de exportação sustenta as cotações em Rio Grande, a R$ 149,00 por saca, enquanto o interior opera perto da estabilidade. O grão disponível encontra suporte entre R$ 149,00 e R$ 150,00 no porto, mas a safra 2026/27 encontra resistência nas vendas antecipadas por apresentar desconto médio de R$ 10,00 por saca.
Em Santa Catarina, os negócios seguem cadenciados, com retenção de volumes da safra velha e produtores aguardando sinais mais claros do câmbio e de Chicago. São Francisco do Sul chegou a R$ 145,00 por saca.
No Paraná, dólar e prêmios portuários ajudam a sustentar os preços mesmo diante das quedas em Chicago. Paranaguá ficou em R$ 147,00, enquanto o mercado acompanha com preocupação o aumento do endividamento e dos custos dos insumos, fatores que limitam a comercialização antecipada.
Em Mato Grosso do Sul, a liquidez é pontual e as vendas se concentram nas necessidades imediatas de caixa. O frete até Santos e Paranaguá continua reduzindo o valor líquido recebido pelo produtor. Em Mato Grosso, o custo logístico também pesa: fretes acima de R$ 500,00 por tonelada consomem parte dos ganhos cambiais, ao mesmo tempo em que a soja disponível registra ajustes negativos em várias praças. Com a colheita 2025/26 encerrada nas regiões acompanhadas, a atenção se volta à gestão dos estoques e ao planejamento do próximo ciclo.