Contaminação do salmão é "armação internacional", diz Fritsch
A "armação" se explica, segundo o ministro, porque o Brasil não produz o Salmão suficiente para o consumo interno
O Ministro da Aqüicultura e Pesca, José Fritsch, disse acreditar que houve uma "armação internacional" em relação à recente decisão da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) de proibir o consumo do salmão cru no Brasil, em virtude de suspeitas de contaminação do peixe.
A "armação" se explica, segundo o ministro, porque o Brasil não produz o peixe suficiente para o consumo interno. O grande volume de salmão importado vem do Chile. "Acredito que possivelmente tenha sido uma tentativa (de concorrentes internacionais) de prejudicar o principal produtor da América Latina que é o Chile, o grande parceiro do Brasil", completou o ministro, que participou da Feira Internacional de Pescados, Frutos do mar e Tecnologia para a Indústria de Aqüicultura e Pesca, no Expocenter Norte, em São Paulo.
Fritsch não soube informar se houve contaminação do peixe também em outros países que recebem o salmão chileno. Por ano, o Brasil consome 11 mil toneladas de salmão. O maior volume está concentrado em São Paulo, com cinco mil toneladas por ano. No primeiro trimestre, as importações de salmão somaram US$ 9,92 milhões. Por conta da proibição do consumo de peixe cru, Fritsch disse que houve um redução de 60% do consumo nos restaurantes que comercializam o salmão. O maior impacto aconteceu em São Paulo, maior consumidor do produto. No entanto, o ministro disse que o consumo está se recuperando por meio de ações de conscientização e informação ao público.
Fritsch vai lançar na próxima quinta-feira o programa nacional de subvenção econômica ao óleo diesel para embarcações de peixe de pequeno porte. Serão disponibilizados R$ 6 milhões para atender em torno de 40 mil a 50 mil pescadores.