Corte na safrinha vira o jogo do milho
O mercado segue atento ao ritmo do plantio da safrinha
O mercado segue atento ao ritmo do plantio da safrinha - Foto: Divulgação
O mercado de milho encerrou a semana com valorização na B3, em meio ao acompanhamento do câmbio, de Chicago e das revisões para a safra brasileira. Segundo a TF Agroeconômica, o avanço das cotações foi influenciado pela redução na estimativa do milho safrinha no Brasil pela Conab e pela alta do dólar no período.
Na sexta-feira, os contratos futuros tiveram comportamento misto nos principais vencimentos, mas o saldo semanal foi positivo. O vencimento março/26 fechou a R$ 71,84, com recuo diário de R$ 0,03 e perda semanal de R$ 0,46. O maio/26 terminou a R$ 75,29, com ganho de R$ 0,09 no dia e alta de R$ 0,46 na semana. Já o julho/26 encerrou a R$ 71,47, com baixa diária de R$ 0,01 e avanço semanal de R$ 0,52.
O mercado segue atento ao ritmo do plantio da safrinha. A Conab ajustou sua projeção para a produção total de milho no país de 138,45 milhões para 138,27 milhões de toneladas. O movimento ocorreu após elevar a previsão da safra de verão de 26,70 milhões para 27,35 milhões de toneladas e reduzir a estimativa da safrinha de 109,26 milhões para 108,43 milhões. As exportações brasileiras foram mantidas em 46,50 milhões de toneladas. Já o USDA estimou a produção do Brasil em 132 milhões de toneladas e os embarques em 43 milhões.
No mercado físico, a média Cepea subiu 2,01% na semana, enquanto o dólar avançou 1,34%. Nos estados do Sul, o ambiente segue travado. No Rio Grande do Sul, a colheita avança com grande variação de rendimento entre regiões e o preço médio estadual chegou a R$ 57,96 por saca. Em Santa Catarina e no Paraná, a diferença entre pedidas e ofertas mantém a liquidez baixa. Em Mato Grosso do Sul, os preços mostram recuperação gradual, com suporte da demanda do setor de bioenergia, embora os negócios ainda ocorram de forma pontual.