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Crédito facilitado estimula vendas de máquinas

Banco do Brasil recebeu mais de 6 mil propostas de financiamento, 55% superior a 2011


O crédito facilitado para compra de máquinas e equipamentos agrícolas é um dos fatores que tem impulsionado a comercialização no país neste primeiro semestre. Um dos destaques da Agrishow 2012, feira realizada em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, foi a instalação de 3 bancos no local para atender clientes e visitantes, reunindo uma equipe especializada no atendimento e condições pra atrair os clientes. O Banco do Brasil, por exemplo, recebeu mais de 6 mil propostas de financiamento, 55% superior a 2011, representando o volume de R$ 1,5 bilhões. Esse volume é 32% maior que o acolhido na edição anterior.

A linha de crédito Finame Rural, utilizada para a compra de máquinas e equipamentos, foi a mais negociada pelos produtores rurais, com mais de 5 mil propostas acolhidas, totalizando R$ 1,3 bilhões. A redução da taxa de Finame de 6,5% para 5,5% ao ano, aliada à diversidade de equipamentos expostos, influenciou para esse resultado. As demais linhas com recursos do BNDES e as direcionadas para agricultura familiar e para o médio produtor também foram muito procuradas pelos visitantes da Agrishow. 

Para o diretor do Banco do Brasil, Walter Malieni, essa edição superou as expectativas do Banco e reflete o bom momento do agronegócio paulista. “A disponibilização de mais recursos ao produtor, com taxas menores e, em muitos casos, com subsídios melhores, está contribuindo para o excelente desempenho do setor. Em 5 dias, os produtores mostraram a capacidade de investimento e geração de negócios do mercado agropecuário”, conclui. 

Já para o superintendente de Agronegócios do Santander, Walmir Segatto, o importante não é o volume de negócios que são fechados na feira, e sim a qualidade. Metade das propostas de financiamentos apresentadas nos dias da Agrishow foram estudadas antes, de acordo com o perfil dos produtores. Uma equipe de profissionais do banco fez uma avaliação dos clientes em grandes regiões produtoras, como São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e na feira os contratos são encaminhados. Segatto acredita que o número de contratos atinja 900, 15% a mais que em 2011.

O diretor da Vegrande Máquinas Agrícolas, Walter Zacarkim, que revende máquinas da New Holland em Várzea Grande, disse que a empresa a qual está a frente tinha um estande em conjuto com a New Holland nacional na Agrishow 2012 e que naquele momento foi possível ver como o setor está em alta. Isso porque além de realizar negócios, a quantidade de contatos e trocas de informações superaram as expectativas. O empresário diz ainda que considera o incetivo do governo, por meio da diminição dos juros, está sendo fundamental para este crescimento nas vendas, tanto em Mato Grosso como nas demais regiões do país. Em geral, as linhas de crédito oferecem recursos de acordo com o perfil do produtor.

As mais comuns são as disponibilizadas pelo BNDES, como o PSI. O governo também disponibiliza pelos bancos uma linha do Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC). Neste caso, o produtor precisa apresentar um projeto que certifica a intenção de preservar. O juro para financiamento no ABC também é de 5,5%. Em São Paulo, outros dois programas de governo têm atraído o produtor: o Pró-Trator e o Pró-Implementos. Se o produtor for adimplente, só paga o capital.
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