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Crédito pode aliviar pressão sobre caixa das empresas

O economista destaca que o crédito chega em um período sensível


O economista destaca que o crédito chega em um período sensível O economista destaca que o crédito chega em um período sensível - Foto: Pixabay

O crédito direcionado ganha importância em um cenário de maior incerteza no comércio internacional e de dificuldades financeiras em setores expostos a choques externos. Segundo o economista André Galhardo Fernandes, a regulamentação dos R$ 13,5 bilhões do Plano Brasil Soberano amplia as alternativas para empresas que enfrentam pressão sobre o caixa e as margens.

A resolução publicada no Diário Oficial na segunda-feira (24) definiu a distribuição dos recursos. Do total, R$ 5 bilhões serão destinados a exportadores e fornecedores atingidos pelo tarifaço americano, enquanto R$ 3,5 bilhões irão para exportações ao Golfo Pérsico. Outros R$ 2 bilhões serão direcionados a fertilizantes e intermediários, R$ 2 bilhões à cadeia de minerais críticos e R$ 1 bilhão a setores industriais relevantes para o comércio exterior.

Na avaliação de Galhardo, um dos pontos relevantes é que o acesso não ficará restrito aos exportadores diretos. Fornecedores ligados às cadeias afetadas também poderão buscar os recursos. Além disso, linhas com baixa contratação poderão ter valores remanejados para aquelas com maior procura.

O economista destaca que o crédito chega em um período sensível para parte do setor produtivo. O avanço dos pedidos de recuperação judicial tem forte concentração no agronegócio, em meio à queda dos preços de algumas commodities e à manutenção de custos elevados, especialmente com fertilizantes e outros insumos.

Os fertilizantes voltaram a subir com a intensificação do conflito no Oriente Médio e estão em um dos maiores níveis desde o início de 2023. A combinação entre preços menores e custos mais altos reduz margens e aumenta a pressão financeira.

Nesse cenário, os desembolsos podem ajudar empresas a enfrentar dificuldades temporárias de caixa. Para Galhardo, o crédito não recupera de forma permanente margens perdidas nem soluciona problemas estruturais de rentabilidade, mas pode impedir que uma pressão momentânea evolua rapidamente para um problema de solvência.

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