Crédito rural exige mais planejamento
A tendência reforça a importância de diversificar as fontes de crédito
A tendência reforça a importância de diversificar as fontes de crédito - Foto: Canva
As novas regras do crédito rural ampliam os recursos disponíveis, mas exigem planejamento financeiro para sustentar o crescimento das empresas do campo. Segundo Cleiby Kurak, diretor de Pesados na Âncora Consórcios, o Plano Safra 26/27 entrou em vigor em 1º de julho com R$ 610 bilhões, sendo R$ 525,1 bilhões destinados à agricultura empresarial.
Do total, R$ 384 bilhões serão usados em custeio e comercialização, enquanto R$ 140 bilhões irão para armazenagem, irrigação, inovação, máquinas e equipamentos. No ciclo anterior, os valores foram de R$ 414,7 bilhões e R$ 101,5 bilhões.
Com critérios mais rigorosos para juros, prazos, garantias e contratação, o produtor precisa financiar a safra sem comprometer o capital de giro. O desafio aumenta diante da inadimplência rural, que atingiu 8,2% dos produtores ao fim de 2025, segundo o Serasa Experian.
Parte do setor enfrenta descasamento no fluxo de caixa e adia investimentos. Dados da Frente Parlamentar da Agropecuária mostram que as linhas de investimento do Plano Safra 25/26 recuaram 20%, enquanto a modernização caiu quase 50%.
Nesse cenário, o consórcio ganhou espaço. Conforme a ABAC, o número de participantes interessados em máquinas agrícolas cresceu 149% entre 2020 e 2025. Entre 2024 e 2025, o avanço foi de 7,7%, com procura por caminhões, tratores, colheitadeiras e pulverizadores.
A tendência reforça a importância de diversificar as fontes de crédito e organizar investimentos de longo prazo. A competitividade dependerá de eficiência, produtividade e renovação de estruturas sem prejudicar a saúde financeira.