Crise nas usinas favorece empresas de combustível

Agronegócio

Crise nas usinas favorece empresas de combustível

A restrição ao crédito afetou grande parte das usinas, que está desovando os estoques de álcool para fazer caixa
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A crise no setor sucroalcooleiro está beneficiando as grandes redes de distribuição de combustíveis, que registram aumento nas vendas e nas margens de lucro. A restrição ao crédito afetou grande parte das usinas, que com pouco poder de barganha no momento de negociar preços está desovando os estoques de álcool para fazer caixa, favorecendo as distribuidoras. Um exemplo é a Cosan, maior grupo sucroalcooleiro do país e controlador da CCL (Cosan Combustíveis e Lubrificantes), dona da Esso. No primeiro trimestre do ano-safra 2009/10, a margem de lucro da CCL atingiu 3,8%, bastante acima dos índices tradicionais do segmento, entre 2,5% e 3%.

Com a queda brusca na demanda mundial por etanol e a maior oferta do produto no país, os preços do álcool hidratado vendido pelas usinas estavam entre R$ 0,59 e R$ 0,60 o litro no início da safra, em abril, o que significa recuo de 13% sobre igual período do ano anterior, enquanto os custos superavam R$ 0,70. Atualmente, o etanol sai das usinas a R$ 0,71 por litro.

A queda dos valores acabou refletida nos preços do combustível negociado pelas distribuidoras às revendas. No mercado paulista, BR, Ipiranga e Shell vendiam o álcool de R$ 0,79 a R$ 1,16 o litro em junho, valor abaixo do comercializado no mesmo mês do ano passado.

Além de se beneficiarem dos preços baixos, as distribuidoras venderam muito mais álcool combustível. No primeiro semestre, as vendas tiveram crescimento de 28,1%, o que mais do que compensou a queda no consumo de diesel (recuo de mais de 3%) em função do desaquecimento da atividade econômica. As vendas de gasolina ficaram praticamente estáveis no período. A BR Distribuidora, que controla a maior rede de postos do país, aumentou suas vendas de álcool no primeiro semestre em 46,3%. A participação do álcool nos negócios do grupo Ultra, que controla as redes Ipiranga e Texaco, aumentou de 5% para 7% no segundo trimestre na comparação com o mesmo período do ano passado.

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