Cuidados na cultura da Cevada
Clima, genética e manejo são fatores determinantes da produção da cevada com o padrão de qualidade para malteação
A importância da cevada se deve ao fato de ser cultivada para a produção de cervejas. Clima, genética e manejo são fatores determinantes da produção da cevada com o padrão de qualidade para malteação, particularmente, em relação ao poder germinativo, tamanho do grão, teor de proteínas e à sanidade de grãos.
No controle das ervas daninhas, recomenda-se o uso de bico leque 11002 e um volume de calda entre 150 e 200 L/háa, aplicação dos herbicidas registrados para uso na cultura. Além, o uso de luvas, de máscara e de roupas de proteção durante a manipulação e aplicação dos herbicidas indicados é indispensável.
Já as pragas de campo mais comuns na cultura de cevada são os pulgões e as lagartas, as quais podem reduzir a produção de grãos, caso não manejadas adequadamente. Os corós também têm ocorrido e causado danos econômicos em algumas áreas. Os pulgões, Metopolophium dirhodum, Schizaphis graminum, Sitobion avenae e Rhopalosiphum padi (Hem., Aphididae), causam danos diretos pela sucção da seiva da planta, o que pode reduzir o número de grãos por espiga, o tamanho do grão, o peso dos grãos e o poder germinativo das sementes. Além desses danos, os pulgões podem ser vetores de viroses, principalmente do Vírus do Nanismo Amarelo da Cevada (VNAC). Geralmente, as lagartas Pseudaletia sequax e P. adultera (Lep., Noctuidae) atacam a cultura a partir do mês de setembro podendo se prolongar até a maturação. Como o efeito de inseticidas no controle dessas lagartas dá-se mais pela ingestão do produto do que pela ação de contato, recomenda-se iniciar o controle nos focos de infestação quando ainda houver folhas verdes nas plantas.
As sementes de cevada, freqüentemente, encontram-se infectadas por fungos patogênicos, entre eles Pyrenophora teres e Cochliobolus sativus. Em decorrência de condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento de fungos e à suscetibilidade do material em cultivo, a lavoura de cevada pode ter seu rendimento severamente prejudicado pelo ataque de doenças fúngicas da parte aérea. Na região sul do Brasil, as doenças de maior importância são: mancha marrom (Cochliobolus sativus), mancha reticular (Pyrenophora teres), oídio (Blumeria graminis f.sp. hordei), ferrugem da folha (Puccinia hordei), septoriose (Phaeosphaeria nodorum) e giberela (Fusarium graminearum). O uso de fungicidas na parte aérea de plantas de cevada deve ser realizado como parte de um sistema integrado, em suplementação às medidas de controle gerais, como rotação de culturas, tratamento de semente e uso das demais indicações da pesquisa para a produção comercial.
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