Como a mancha-alvo do algodão se manifesta na lavoura?
Na lavoura, os primeiros sintomas costumam surgir no baixeiro
Foto: USDA
A mancha-alvo é uma doença foliar do algodoeiro causada principalmente pelo fungo Corynespora cassiicola. Ela se manifesta por meio de lesões circulares ou irregulares, geralmente com o centro mais claro e anéis concêntricos ao redor — um padrão que lembra um alvo, o que deu nome à doença.
Na lavoura, os primeiros sintomas costumam surgir no baixeiro, que é a parte inferior da planta, formada pelas folhas mais antigas. A partir desse ponto, se as condições forem favoráveis ao fungo e não houver controle adequado, a doença pode evoluir com rapidez para o terço médio e superior do algodoeiro, comprometendo uma parte maior da área foliar.
O fungo responsável pela mancha-alvo sobrevive em restos culturais deixados no campo após a colheita, em plantas voluntárias — conhecidas como guaxas, que nascem espontaneamente de sementes remanescentes no solo — e em diversas plantas hospedeiras presentes no sistema produtivo. Seus esporos se espalham principalmente pelo vento e pela chuva, o que explica por que a doença tende a avançar mais rápido em períodos chuvosos ou de alta umidade.
Uma vez instalado no dossel da lavoura, termo que se refere à copa formada pelo conjunto das plantas, o fungo encontra condições ainda mais favoráveis para se multiplicar quando há microclima úmido combinado com temperaturas amenas a elevadas. É justamente esse avanço da doença, do baixeiro em direção às partes mais altas da planta, que preocupa produtores e técnicos, já que a perda de folhas na fase de formação e enchimento de maçãs pode comprometer diretamente a produtividade da safra.