Cotonicultura baiana celebra novo ciclo
A instituição nasceu para dar suporte técnico
A instituição nasceu para dar suporte técnico - Foto: Canva
A cotonicultura baiana celebra um marco importante em sua trajetória de organização e crescimento. Criada em 2000, a Associação Baiana dos Produtores de algodão completa 26 anos neste domingo, 31 de maio, consolidada como uma das principais entidades do agronegócio brasileiro.
A instituição nasceu para dar suporte técnico, institucional e político ao algodão moderno no Oeste da Bahia, em um momento em que a cultura ainda enfrentava descrédito, falta de estrutura, tecnologia e variedades adequadas. Ao longo dos anos, a atuação conjunta dos produtores permitiu superar desafios legais, tributários e de competitividade, até posicionar a Bahia entre os principais polos produtores do país.
A organização da cadeia também foi decisiva para a inserção do algodão baiano no mercado externo. Missões internacionais, aproximação com compradores e adequação aos padrões de classificação e qualidade ajudaram o setor a atender mercados mais exigentes.
Ao longo de diferentes gestões, a Abapa ampliou sua atuação e reforçou a continuidade institucional como marca. A entidade passou a atuar também em iniciativas com impacto regional, como a Patrulha Mecanizada, que avançou da manutenção ao asfaltamento de mais de 500 quilômetros de estradas vicinais, melhorando a logística e a rotina de quem vive e trabalha na região.
Na gestão atual, presidida por Alessandra Zanotto Costa, a palavra conexão orienta o mandato 2025/2026. A diretriz busca refletir a relação entre cadeia produtiva, consumo consciente, tecnologia e o papel social do cotonicultor diante das transformações globais. Os desafios da cotonicultura baiana vão ficando mais complexos, no contexto de um mundo que está passando por grandes transformações, na geopolítica, na tecnologia, nas interações entre as pessoas e no consumo. Desde que assumi, junto com a diretoria eleita para o mandato 2025/2026, elegemos a palavra conexão como diretriz do que fazemos. Ela diz muito sobre o próprio conceito de cadeia produtiva, sobre a relação ancestral das pessoas com o algodão e com a função social do cotonicultor, sendo parte da solução de muitos problemas da atualidade, sobretudo os que dizem respeito a um consumo mais consciente”, afirma.