CI

Rotação ajuda a conter nematoide das galhas no algodão

Diagnóstico deve vir antes do plantio


Foto: India Water Portal

O nematoide das galhas, *Meloidogyne incognita*, é uma das pragas de solo que mais exigem atenção na cultura do algodão. O ataque compromete o sistema radicular, provoca galhas, falhas de estande, plantas menores e pode reduzir a produtividade e a qualidade da fibra. No algodoeiro, o problema começa nas raízes. As fêmeas do nematoide se instalam no sistema radicular, onde estimulam a formação de galhas e produzem ovos. Em condições de solo quente e úmido, com presença de plantas hospedeiras, a população pode aumentar rapidamente ao longo das safras.

Os sintomas costumam aparecer em reboleiras, com algodoeiros menores, amarelados e mais sensíveis ao calor e à falta de água. Como as raízes atacadas perdem capacidade de absorver água e nutrientes, a lavoura também pode responder menos à adubação. Em ataques mais intensos, há prejuízo na formação de maçãs, no peso e na uniformidade da fibra.

Diagnóstico deve vir antes do plantio

Antes da implantação do algodão, a recomendação é realizar amostragens de solo e raízes para identificar a presença e o nível de infestação de *M. incognita*. O mapeamento dos talhões ajuda a separar áreas de maior risco e definir onde o algodão exige manejo mais rigoroso.

A rotação de culturas é uma das principais ferramentas para reduzir a população do nematoide em áreas destinadas ao algodão. O objetivo é interromper o ciclo da praga com espécies não hospedeiras ou pouco hospedeiras e diminuir sua multiplicação ao longo de mais de uma safra.

A escolha da cultivar também pesa na estratégia. Cultivares de algodão resistentes tendem a apresentar menor formação de galhas e menor produção de ovos, enquanto materiais tolerantes podem manter melhor desempenho mesmo sob ataque, sem necessariamente reduzir a população presente no solo.

Outro ponto importante é eliminar plantas daninhas que funcionam como hospedeiras e manter o solo em boas condições físicas e químicas. Compactação, baixa fertilidade e problemas de estrutura podem limitar ainda mais o desenvolvimento das raízes do algodoeiro em áreas infestadas.

Nematicidas químicos e agentes biológicos podem ser utilizados como complemento, principalmente para proteger o algodão no início do ciclo. Essas ferramentas, porém, não substituem a rotação, a escolha de cultivares e o manejo do solo.

Assine a nossa newsletter e receba nossas notícias e informações direto no seu email

Usamos cookies para armazenar informações sobre como você usa o site para tornar sua experiência personalizada. Leia os nossos Termos de Uso e a Privacidade.

2b98f7e1-9590-46d7-af32-2c8a921a53c7