Cigarrinha e besouro elevam riscos para os canaviais
O manejo exige monitoramento contínuo e medidas específicas para cada inseto
O manejo exige monitoramento contínuo e medidas específicas para cada inseto - Foto: Divulgação
A pressão de pragas nos canaviais exige atenção redobrada na safra 2026/27 para preservar a produtividade e a qualidade da matéria-prima. Segundo a Conab, a produção brasileira deve alcançar 705,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, alta de 4,7% sobre o ciclo anterior, em uma área de 9,1 milhões de hectares.
Entre as principais ameaças estão a cigarrinha-das-raízes e o Sphenophorus levis. Favorecida pela umidade e pela palhada, a cigarrinha ataca raízes e parte aérea, reduz o vigor das plantas e pode comprometer o teor de sacarose. Segundo Michel Tomazela, gerente de Marketing Regional da IHARA, infestações podem provocar perdas de até 50% da produtividade por hectare.
Já o Sphenophorus levis apresenta maior dificuldade de identificação. Suas larvas perfuram os rizomas, provocam a morte de perfilhos e podem causar perdas de até 25 toneladas por hectare. A disseminação ocorre, entre outros fatores, por mudas infestadas e resíduos transportados por máquinas agrícolas.
O manejo exige monitoramento contínuo e medidas específicas para cada inseto. Entre as soluções apresentadas pela IHARA estão os inseticidas MAXSAN, voltado à cigarrinha, e ZEUS, destinado ao controle do Sphenophorus levis. A estratégia busca reduzir os danos e preservar a longevidade dos canaviais.
“A evolução das pragas exige que o produtor invista no manejo de forma cada vez mais estratégica. Não se trata apenas de reagir quando os sintomas aparecem, mas de acompanhar o comportamento das populações, conhecer as características de cada alvo e trabalhar com diferentes ferramentas para preservar o potencial produtivo das lavouras”, ressalta Tomazela.