Sanidade e produtividade orientam manejo do canavial
Reforma do canavial depende de produtividade e custos
Foto: Arquivo Agrolink
A decisão entre manter ou renovar um canavial deve considerar produtividade, idade da lavoura, sanidade, condições do solo e custo de produção. A reforma tende a ser indicada quando a continuidade da soca deixa de ser economicamente viável ou quando há limitações estruturais que não podem ser corrigidas apenas com manejo.
Na manutenção, o produtor aproveita as soqueiras já estabelecidas após a colheita. Para isso, o material destaca a importância de colheita bem regulada, manejo da palhada, adubação, controle de plantas daninhas e monitoramento de pragas e doenças. A estratégia é recomendada quando a lavoura mantém produtividade compatível com os custos, bom stand e condições adequadas de solo e sanidade.
Já a renovação envolve a substituição do canavial antigo por um novo plantio. Entre as operações estão eliminação da soqueira, preparo e correção do solo, escolha de variedades e plantio. A reforma exige maior investimento inicial, com retorno econômico distribuído ao longo dos cortes seguintes.
Na prática, queda consistente de produtividade, falhas de stand, problemas sanitários, compactação do solo e aumento do custo por tonelada são alguns dos sinais que devem entrar na avaliação. O planejamento também precisa estar alinhado à capacidade de moagem, às janelas de plantio e colheita e à distribuição das áreas em diferentes idades.
A definição, portanto, não depende de um único indicador. O material aponta que produtividade, sanidade, condição do solo e viabilidade econômica devem ser analisadas em conjunto para decidir se o canavial ainda pode ser mantido ou se chegou o momento de renovar a área.