Tecnologia acelera criação de máquinas agrícolas
O desenvolvimento de uma máquina agrícola pode levar de três a quatro anos
O desenvolvimento de uma máquina agrícola pode levar de três a quatro anos - Foto: Sheila Flores
A inteligência artificial começa a ganhar espaço também no desenvolvimento de máquinas agrícolas, apoiando equipes de engenharia em análises, simulações e testes virtuais. A tecnologia permite avaliar mais alternativas de projeto e identificar possíveis problemas antes da construção dos primeiros protótipos.
Na AGCO, dona das marcas Massey Ferguson, Valtra e Fendt, a inteligência artificial passou a integrar o desenvolvimento de novos produtos. Segundo Paulo Vilela, diretor de Engenharia da empresa, estudos em ambientes de engenharia e software apontam ganhos de produtividade entre 20% e 40% em atividades assistidas pela tecnologia.
O desenvolvimento de uma máquina agrícola pode levar de três a quatro anos e envolver mais de 300 engenheiros, além de profissionais de outras áreas. Antes da fabricação de componentes, modelos digitais são usados para avaliar estruturas e sistemas em diferentes condições de operação.
Depois das etapas virtuais, os protótipos passam por testes em laboratório e no campo. Sensores registram dados sobre desempenho, durabilidade e funcionamento, que retornam às equipes para ajustes em componentes, sistemas eletrônicos e softwares.
A inteligência artificial também está presente nas próprias máquinas, combinada a sensores, conectividade, processamento de imagens e automação para ampliar a precisão e a eficiência das operações agrícolas. “A adoção da inteligência artificial no desenvolvimento de máquinas agrícolas acompanha um movimento observado em diversos setores da indústria. No agronegócio, a tecnologia vem contribuindo para acelerar análises, ampliar a capacidade de testes e apoiar a criação de equipamentos preparados para os desafios de uma agricultura que exige produtividade, precisão e eficiência operacional”, finaliza Vilela.