El Niño pode ampliar pressão da mosca-branca
A orientação é acompanhar a lavoura durante toda a safra
A orientação é acompanhar a lavoura durante toda a safra - Foto: Nadia Borges
O avanço do El Niño pode elevar a pressão da mosca-branca sobre a soja e outras culturas na safra 2026/27, especialmente no Matopiba. O fenômeno climático tende a aumentar os riscos de seca e calor extremo, condições que favorecem a proliferação da praga e exigem maior atenção ao monitoramento das lavouras.
Segundo Eric Ono, engenheiro agrônomo, gerente de portfólio de produtos e cultivos extensivos da Sipcam Nichino Brasil, a Bemisia tabaci tem alto potencial de dano e também atinge cultivos como algodão, tomate e feijão. Na soja, o inseto suga a seiva das plantas, reduz nutrientes das folhas e pode provocar desfolha precoce. A praga ainda libera uma substância açucarada que favorece o desenvolvimento da fumagina, fungo que recobre as folhas e prejudica a fotossíntese.
“Além disso, a praga despeja nas folhas uma substância açucarada que permite o desenvolvimento da fumagina, fungo que reveste a folha e inibe a fotossíntese”, relata Ono. “Em situações mais raras, em cultivares suscetíveis, a mosca-branca atua como transmissora de vírus -- atrasa ainda mais o crescimento da lavoura e compromete a colheita”, completa.
A orientação é acompanhar a lavoura durante toda a safra e iniciar o manejo quando houver presença da praga. A empresa destaca que o controle ainda na fase de ninfa é importante para interromper o desenvolvimento de novas populações.
Entre as soluções citadas está o inseticida Fiera, à base de buprofezina 250, registrado para controle da mosca-branca na soja e de insetos sugadores em mais de 30 culturas. Segundo ele, o produto atua sobre diferentes estágios do ciclo da praga, com foco no controle das ninfas. “Desencadeia um processo de supressão de populações futuras da praga, principalmente associado a inseticida adulticida”, conclui.