Óleos vegetais fecham semana em queda
O vencimento de setembro do óleo de soja recuou 1,41% na sessão
O vencimento de setembro do óleo de soja recuou 1,41% na sessão - Foto: Abiove
O mercado de óleos vegetais encerrou a semana em queda, pressionado por incertezas regulatórias, oscilações no petróleo e pela fraqueza do complexo de grãos. Segundo a StoneX, os contratos do óleo de soja completaram na sexta-feira (31) o quinto pregão consecutivo de perdas, em um ambiente marcado também por melhores previsões climáticas para o Corn Belt e dúvidas sobre a demanda de biocombustíveis.
O vencimento de setembro do óleo de soja recuou 1,41% na sessão, para US¢ 67,26 por libra, enquanto o contrato de dezembro, o mais negociado, caiu 0,58%, para US¢ 66,90 por libra. Desde 24 de julho, as perdas acumuladas chegam a 8,45% para setembro e 7,10% para dezembro, reforçando o movimento negativo observado nas últimas sessões.
Entre os fatores de pressão está a indefinição sobre as isenções da EPA destinadas a pequenas refinarias, conhecidas como SREs. A questão permanece como a principal fonte de incerteza para a demanda de biocombustíveis, em meio ao enfraquecimento observado nos mercados agrícolas e ao comportamento instável do petróleo.
O óleo de palma também terminou a sexta-feira em baixa. O contrato para outubro de 2026 foi negociado a US$ 1.135,27 por tonelada, com recuo de 0,90%, acompanhando a fraqueza do óleo de soja nos mercados de Chicago e Dalian. Na semana, a palma acumulou queda de 1,08%.
Apesar da retração semanal, o óleo de palma ainda registrava valorização de 2,46% no mês, caminhando para o segundo mês consecutivo de alta. O desempenho foi sustentado pelo avanço das exportações da Malásia e pela maior alocação de biodiesel na Indonésia para atender ao B50. Assim, o mercado terminou a semana com perdas, mas manteve sinais distintos entre o desempenho semanal e o acumulado mensal da palma.