Soja recua com melhora do clima nos Estados Unidos
Ao mesmo tempo, a demanda chinesa segue no centro das atenções
Ao mesmo tempo, a demanda chinesa segue no centro das atenções - Foto: United Soybean Board
A soja terminou a semana em queda na Bolsa de Chicago, em um movimento influenciado pela melhora das condições climáticas nos Estados Unidos e por ajustes técnicos nas cotações. Segundo a StoneX, as previsões de temperaturas mais amenas e de chuvas mais regulares nas principais áreas produtoras reduziram parte dos prêmios de risco que vinham sendo associados ao clima.
Com a perspectiva de um cenário meteorológico mais favorável, o mercado passou a incorporar menor preocupação com possíveis impactos sobre a produção norte-americana. Esse fator aumentou a pressão sobre os contratos da oleaginosa e contribuiu para o fechamento negativo da semana, após o mercado revisar parte das expectativas relacionadas às condições das lavouras.
Ao mesmo tempo, a demanda chinesa segue no centro das atenções. Os recentes leilões de estoques estatais na China indicam um movimento de ajuste dos volumes disponíveis internamente diante da chegada de novas cargas importadas. O ritmo das compras de soja dos Estados Unidos, porém, continua condicionado a fatores políticos e ao andamento das relações comerciais entre os dois países.
No ambiente macroeconômico, a manutenção dos juros nos Estados Unidos teve efeito limitado sobre a soja. Ainda assim, a perspectiva de uma política monetária mais restritiva continua dando sustentação ao dólar, elemento que permanece no radar dos agentes do mercado e pode influenciar a dinâmica das cotações.
Com isso, a combinação entre clima nos Estados Unidos e comportamento da demanda chinesa deve continuar concentrando as atenções no curto prazo, com reflexos sobre a formação dos preços da soja em Chicago.