Mercado de trigo segue firme no Sul
No Rio Grande do Sul, o trigo argentino aparece como alternativa mais viável
No Rio Grande do Sul, o trigo argentino aparece como alternativa mais viável - Foto: Divulgação
A busca por trigo de melhor qualidade segue orientando os negócios na região Sul, em um mercado firme, mas com diferenças importantes entre os estados. Segundo a TF Agroeconômica, a disponibilidade de lotes adequados às necessidades dos moinhos ainda é limitada, o que sustenta preços mais altos em algumas praças e mantém compradores atentos a oportunidades.
No Rio Grande do Sul, o trigo argentino aparece como alternativa mais viável, embora a avaliação sobre a qualidade pese nas decisões de compra. Para trigos nacionais considerados bons, os preços podem chegar a R$ 1.500 por tonelada CIF, com pagamento em 45 dias, valor observado como teto negociado na semana e não como referência ampla de mercado. A lógica dos compradores é pagar esse patamar por um produto nacional com qualidade mais garantida, em vez de assumir risco semelhante com trigo argentino considerado duvidoso.
Também houve aumento na procura por trigo branqueador, com bons volumes negociados. Em relação às coberturas, maio está totalmente atendido, e os moinhos devem buscar apenas oportunidades pontuais. Para junho, a estimativa é de cobertura em torno de 50%. Na safra nova, foram ouvidos poucos lotes a R$ 1.250 CIF porto e indicações de moinhos a R$ 1.100 no interior, mas sem aceitação. Já foram negociadas cerca de 40 mil toneladas a futuro, entre moinhos e exportação. A área no estado deve cair 25% ou mais, enquanto o investimento em adubação pode recuar 60%. No balcão, o preço ao produtor subiu para R$ 63,00 por saca em Panambi.
Em Santa Catarina, o mercado é apontado como o mais estável da região Sul, recebendo ofertas do Rio Grande do Sul, do próprio estado e do Paraná. O trigo catarinense subiu para mínimo de R$ 1.350 por tonelada FOB, com retirada e pagamento em 30 dias, e alguns negócios com pagamento semanal. No Paraná, as ofertas ficaram entre R$ 1.320 e R$ 1.350 para trigo pão no Sudoeste, enquanto o trigo gaúcho foi indicado entre R$ 1.350 e R$ 1.400 FOB para branqueador.
No Paraná, os moinhos seguem abastecidos e os vendedores pedem mais, o que deixa o mercado lento. Os negócios ocorreram entre R$ 1.330 e R$ 1.400 FOB, com embarques de maio a julho. Novas ideias de venda vão de R$ 1.400 a R$ 1.500 FOB, enquanto há comprador a R$ 1.450 no moinho para junho.