Custo da pecuária sobe em todos os sistemas em Mato Grosso
Reposição mais cara pressiona recria e engorda
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O Custo Operacional Total (COT) avançou em todos os sistemas de produção da bovinocultura de corte em Mato Grosso no segundo trimestre de 2026. Os dados fazem parte do projeto Custo de Produção Agropecuária (CPA), desenvolvido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) em parceria com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, e foram divulgados na análise semanal publicada nesta segunda-feira (20).
Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, o maior aumento foi registrado no sistema de recria e engorda, cujo custo subiu 5,09% no trimestre, encerrando o período em R$ 369,55 por arroba. No mesmo comparativo, o sistema de ciclo completo apresentou alta de 2,38%, alcançando R$ 182,25 por arroba, enquanto a cria avançou 1,75%, fechando em R$ 295,79 por arroba.
De acordo com o instituto, o movimento foi influenciado pelo aumento das despesas com suplementação, manejo sanitário e manutenção das pastagens nos três sistemas de produção. O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária destacou ainda que a valorização dos animais de reposição tornou a recria e a engorda o sistema mais impactado no trimestre.
Na avaliação do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, caso a oferta de bezerros permaneça restrita ao longo de 2026, as cotações da reposição tendem a continuar sustentadas. Esse cenário pode favorecer a rentabilidade da cria, mas ao mesmo tempo pressionar as margens dos sistemas de recria e engorda em Mato Grosso.