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Custos da reforma e da recuperação

Recuperar pastagem com baixa infestação por ervas daninhas sai, em média, a 610 reais por hectare


Reformar uma pastagem custa, em média, 840 reais por hectare – levando em consideração o custo total, que inclui terceirização de todos os equipamentos, horas/máquina e curva de nível, informa o engenheiro agrônomo Marco Balsalobre, doutor em ciência animal e pastagens e diretor técnico de uma empresa de nutrição animal. Se o produtor colocar no cálculo somente os gastos imediatos, com insumos e mão-de-obra, o custo cai para 670 reais.

Recuperar pastagem com baixa infestação por ervas daninhas sai, em média, a 610 reais por hectare. O custo sobe para 750 reais, se a infestação for mediana e para 945 reais, se o pasto estiver severamente infestado.

Mas os problemas financeiros não se limitam à exigência de investimentos em pastagens. Com menos comida, os animais deixam de ganhar peso. O engenheiro agrônomo explica que os bovinos pastejam até 9 horas por dia. “Quanto mais baixo o pasto, mais dificuldade para o animal comer o que precisa.”

Ganho de peso
Balsalobre apresenta números que comprovam as perdas. No verão, com os pastos de braquiária em boas condições, os animais costumam ganhar entre 650 e 700 gramas por dia. Com as plantas entre 15 e 20 centímetros, o ganho de peso cai a 400 gramas/dia, e, se as plantas chegarem a 10 centímetros, o ganho de peso se limita a 200 gramas/dia. “Com pastos bem manejados, os animais podem ganhar até 200 quilos por ano. Em pastos mal manejados, esse mesmo animal ganha entre 70 e 80 quilos por ano, o que aumenta a idade para o abate ou exige mais gastos na terminação”.

Lavoura-pecuária
Apesar das barreiras culturais – o pecuarista nem sempre está disposto a investir também em agricultura – uma das formas de promover a recuperação de pastagens é promover a integração lavoura-pecuária. Roberto Giolo ressalta que o sistema é uma saída, mas que é preciso observar as características técnicas de cada propriedade para saber se ele é adequado. “É preciso saber se o pecuarista tem também o maquinário necessário”, lembra o pesquisador.

Um dos métodos disponíveis para o Cerrado é o barreirão, desenvolvido na década de 80, que preconiza o plantio de arroz de sequeiro junto com a forrageira. Na década de 90 foi desenvolvido pela Embrapa o sistema Santa Fé. Para o pesquisador Roberto Giolo, no entanto, o sistema é mais indicado para quem já cuida de lavoura e pretende também se dedicar à pecuária.

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