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Custos de produção da soja aumentaram 25% em Dourados (MS)

O produtor vislumbra um aumento nos custos de produção de 15 a 25% maiores na safra 2007/08


O agricultor da região de Dourados – assim como do restante do Mato Grosso do Sul, vive o dilema de ter que vender a sua produção de soja a um preço 5% menor em relação ao ano passado e vislumbra um aumento nos custos de produção de 15 a 25% maiores na safra 2007/08.

Esse quadro desmistifica as informações de que o produtor vai ganhar muito dinheiro com a boa safra colhida em 2006 e ficar capitalizado. A análise foi feita no sábado (14-04) pelo gerente comercial da Cooagri, Roberto Pusch.

Como o Correio do Estado divulgou em março, os compromissos do setor agrícola são muitos a partir de junho, com o pagamento da primeira parcela do custeio e das demais sucessivamente e, no segundo semestre, das prestações da dívida renegociada, depois dos protestos de abril e maio de 2006.

Pusch calculou que a redução da cotação da soja nesta safra foi de 5,58%, com dólar valendo em torno de R$ 2,03. Hoje a saca desta commodity está valendo, em Dourados, cerca de R$ 23,50 a R$ 24(balcão), o equivalente a US$ 11,80. Com a moeda norte-americana a R$ 2,15 (valor no ano passado), a cotação estava a R$ 25,40 há um ano. "O produtor perde mais de um real por saca, praticamente", citou o gerente.

Mas o produtor ainda espera uma reação nos preços. Tanto que se estima que 40% da soja colhida na região de Dourados esteja estocada em cerealistas e cooperativas à espera de bons negócios que podem não chegar, já que o mercado internacional está abastecido. Em Mato Grosso do Sul, a previsão da Conab é de colheita de cinco milhões de toneladas.

Em 2006, quando foi plantar a sua safra de soja, o agricultor percebeu uma forte queda nos custos de produção, de até 30% em alguns produtos – uma das consequências da crise na agricultura e na inadimplência com o setor privado. Mas, agora, com a recuperação financeira dos produtores com a safra dentro a normalidade, as indústrias anunciam reajustes dos insumos agrícolas, de 15 a 25%, dependendo do produto, assinalou Pusch.

Mesmo que as importações das matérias-primas, como adubos e princípios ativos de defensivos, sejam feitas com base na cotação do dólar, curiosamente esses produtos vão subir, frisou o gerente da cooperativa, que também atua no ramo de insumos.

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