Demanda chinesa e conflito no Oriente Médio sustentam as cotações da soja em Chicago
Óleo de soja ganha força com alta do petróleo
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A demanda aquecida da China e a escalada das tensões no Oriente Médio deram sustentação às cotações da soja na Bolsa de Chicago ao longo da última semana. A avaliação consta na análise semanal divulgada nesta segunda-feira (27) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), os preços da oleaginosa na Chicago Mercantile Exchange registraram valorização semanal de 3,11%, com o contrato para agosto de 2026 negociado, em média, a US$ 12,37 por bushel. O instituto atribui esse movimento ao aumento das compras chinesas de soja norte-americana, aliado à valorização do petróleo Brent, que voltou a operar em níveis elevados diante da retomada das tensões geopolíticas no Oriente Médio, sendo cotado, em média, a US$ 94,35 por barril.
O Imea destaca que a alta do petróleo aumentou a competitividade do setor de biocombustíveis, fortalecendo as expectativas de demanda pelo óleo de soja como matéria-prima. Com isso, as margens de esmagamento permaneceram favoráveis durante a última semana, oferecendo suporte adicional às cotações da soja na Bolsa de Chicago.
Apesar da valorização observada na semana passada, o instituto informa que o mercado abriu esta segunda-feira (27/07) em queda. Conforme a análise do Imea, a pausa no conflito entre Estados Unidos e Irã provocou recuo nas cotações do petróleo, movimento que contribuiu para a desvalorização da soja negociada em Chicago.