Demanda externa sustenta alta da soja em Chicago
Os contratos futuros apresentaram ganhos moderados ao longo do pregão
Os contratos futuros apresentaram ganhos moderados ao longo do pregão - Foto: Alabama Extension
A soja encerrou a semana em alta na Bolsa de Chicago, sustentada principalmente pelo avanço da demanda internacional e por fatores climáticos na América do Sul. Segundo análise da TF Agroeconômica, o movimento positivo refletiu o melhor desempenho das vendas externas norte-americanas no atual ano comercial, além de ajustes no cenário produtivo e cambial.
Os contratos futuros apresentaram ganhos moderados ao longo do pregão, com o vencimento março registrando valorização de 0,35%, encerrando a US$ 10,67,75 por bushel, enquanto o contrato maio avançou 0,30%, para US$ 10,79,50 por bushel. No mercado de derivados, o farelo de soja também teve desempenho positivo, com alta de 1,25% no contrato março, cotado a US$ 299,9 por tonelada curta. O óleo de soja acompanhou o movimento e fechou em alta de 0,39%, a US$ 54,0 por libra-peso.
O suporte principal veio do relatório semanal do USDA, que apontou vendas externas de 2,44 milhões de toneladas, volume 92% superior à média das quatro semanas anteriores. Esse resultado aproxima os Estados Unidos da meta de exportação de 12 milhões de toneladas destinadas à China, reforçando a percepção de forte presença chinesa no mercado.
Além da demanda, o quadro climático na Argentina contribuiu para o viés altista, com falta de umidade e previsões de calor extremo nas principais regiões produtoras. A valorização do real frente ao dólar também influenciou as cotações, ao reduzir a competitividade da soja brasileira no mercado internacional.
Apesar do cenário favorável, o avanço acelerado da colheita no Brasil limitou ganhos mais expressivos. Em Mato Grosso, os trabalhos já atingem 13,88% da área, acima da média histórica de 5,61%, reforçando a expectativa de uma oferta recorde de 180 milhões de toneladas. No acumulado da semana, a soja subiu 0,95%, enquanto o farelo avançou 3,41% e o óleo de soja teve alta de 2,62%.